Economia

Eurogrupo preparado para pedir mais austeridade a Atenas

Eurogrupo preparado para pedir mais austeridade a Atenas

Os ministros das Finanças da zona euro já estão reunido em Bruxelas, para uma nova tentativa de acordo para a Grécia, depois do governo de Atenas se ter comprometido com um plano rigoroso que vai além do proposta inicialmente pela troika.

O presidente do Eurogrupo espera a "grande decisão". De acordo com fontes europeias, as necessidades de financiamento situam-se entre os 74 mil milhões calculados pelas instituições europeias e os 78 mil milhões de euros previstos pelo FMI.

O comissário europeu para os Assuntos Económicos e Financeiros é muito cauteloso no parecer da troika para o Eurogrupo. Pierre Moscovici utiliza expressões como "pode ser", "eventual", "base de trabalho" quando se refere à validade proposta para as negociações de um terceiro resgate.

"Vamos dizer todos que se trata de um programa de reformas que pode ser uma base para um eventual programa do mecanismo europeu de estabilidade", disse o comissário, dando entender que poderá ser exigida mais austeridade, além da que consta na proposta.

"O sentimento geral é que são necessárias reformas sólidas que sejam apropriadas e que sejam postas em prática rapidamente", disse o comissário.

"Uma das razões para poder ser exigido o reforço da austeridade tem a ver com o facto da proposta apresentada ser basicamente a mesma que tinha sido apresentada pelas instituições, para montantes de financiamento significativamente inferiores", justificou um diplomata, ao Jornal de Notícias.

Outras fontes relataram ao JN a existência de uma ligeira discrepância de valores nas avaliações às necessidades de financiamento feitas pelas instituições europeias e a avaliação do FMI. O Banco Central Europeu e o BCE calculam que o montante necessário para o resgate se situem em 74 mil milhões de euros enquanto o FMI aponta para os 78 mil milhões.

"O que vou fazer é apresentar uma análise de risco financeiro da zona euro, em segundo lugar uma análise à sustentabilidade da dívida grega e em terceiro lugar o que é preciso para satisfazer esse programa. É nessa base que se apoiarão os ministros que vão ter que tomar uma decisão", afirmou o comissário.

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