Zona Euro

Eurogrupo quer que bancos privados perdoem 50% da dívida grega

Eurogrupo quer que bancos privados perdoem 50% da dívida grega

Os ministros das Finanças da Zona Euro acordaram pedir aos bancos privados credores da Grécia para que perdoem pelo menos 50%do valor da dívida do país, em risco de bancarrota.

"Pelo menos 50% são necessários", afirmou fonte diplomática, em declarações à agência AFP.

Reunidos em Bruxelas, os ministros do Eurogrupo aprovaram as conclusões de um relatório da 'troika' que negociou a ajuda financeira à Grécia.

O documento prevê que os bancos credores da Grécia perdoem pelo menos metade da dívida do país, para não ter de se aumentar o montante dos empréstimos a conceder.

Em Julho, um acordo foi estabelecido com os bancos para que aceitassem uma desvalorização de 21% sobre o valor das obrigações gregas. Contudo, a situação do país agravou-se, obrigando a uma revisão de todo o programa. Em contrapartida, é prevista uma capitalização dos bancos europeus num montante de 100 mil milhões de euros.

Em caso de um perdão de 50% da dívida, o valor dos novos empréstimos prometidos à Grécia em Julho, de 109 mil milhões de euros, será aumentado para 114 mil milhões. Para manter o montante de 109 mil milhões de euros será necessário um perdão da dívida de 60%.

A dívida pública grega, de mais de 350 mil milhões de euros, representa 162% do produto interno bruto, um valor considerado insustentável.

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Maratona de reuniões

Os ministros das Finanças da Zona Euro voltam a reunir-se, este sábado à tarde, em Bruxelas, num encontro alargado aos restantes 10 titulares das pastas das Finanças da União Europeia, disse fonte diplomática à Lusa.

O novo encontro no formato Eurogrupo (os 17 ministros das Finanças do espaço monetário único) engrossa assim a "maratona" de reuniões que se sucedem em Bruxelas para preparar as decisivas cimeiras que se avizinham, designadamente o Conselho Europeu de domingo de manhã e as cimeiras da Zona Euro agendadas para domingo à tarde e quarta-feira à noite, todas ao nível de chefes de Estado e de Governo.

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