Economia

Excedente da Segurança Social aumentou para 1845,9 milhões em junho

Excedente da Segurança Social aumentou para 1845,9 milhões em junho

O excedente da Segurança Social aumentou em 198,2 milhões de euros (12%) em junho, face ao mesmo período do ano passado, totalizando 1845,9 milhões de euros.

"No mês de junho de 2018, o orçamento da Segurança Social prosseguiu uma trajetória de evolução sustentada, com as receitas efetivas a crescer acima das despesas efetivas (3,1% e 1,8%, respetivamente) contribuindo, deste modo, para a redução do défice orçamental e para a consolidação das finanças públicas. O saldo do subsetor da Segurança Social foi novamente excedentário, totalizando 1845,9 milhões de euros, o que corresponde a uma melhoria de 12% (+198,2 milhões de euros) por comparação com o período homólogo", revelou o Ministério do Trabalho.

De acordo com o ministério liderado por Vieira da Silva, os resultados superam as metas inscritas no Orçamento do Estado para 2018 (199% de execução).

A receita efetiva avançou 3,1%, em termos homólogos, totalizando 13.224,6 milhões de euros, resultado que foi impulsionado pelo "acréscimo das contribuições e quotizações que registaram uma variação de 6,8%, face a igual período de 2017", o que equivale a mais 502,4 milhões de euros.

O aumento de 37,4% (+122 milhões de euros) das transferências correntes do Fundo Social Europeu para o financiamento de formação profissional, no âmbito da execução do programa Portugal 2020, também contribuiu positivamente para a receita.

Por sua vez, a despesa efetiva em junho ascendeu a 11379 milhões de euros, uma subida de 1,8% em comparação com o período homólogo.

"Verificou-se um acréscimo de despesa com prestações sociais, nomeadamente prestações de parentalidade (+8,9%), Rendimento Social de Inserção - RSI (+6,1%), Complemento Solidário para Idosos - CSI (+2,6%) ou Abono de Família (+6,3%)", apontou.

PUB

A despesa, até junho, de 121,1 milhões de euros com a nova Prestação Social para a Inclusão (PSI), com início no passado mês de outubro, "compensou parcialmente" a redução da despesa com pensões de invalidez "que migram para esta nova prestação".

Já "a melhoria das condições do mercado de trabalho e a correspondente redução dos níveis de desemprego", teve impacto na despesa com as prestações de proteção no desemprego, no primeiro semestre.

Em junho, o número de beneficiários de prestações de desemprego foi inferior em 23.657 ao registado no mesmo mês de 2017.

Nos primeiros seis meses do ano, a despesa com prestações de desemprego e apoio ao emprego cedeu 6,7% em termos homólogos, o que equivale a uma redução de 46,2 milhões de euros.

A tutela salientou ainda que a despesa com pensões e complementos, em termos acumulados, registou um decréscimo de 1%, equivalente a menos 69,9 milhões de euros.

Esta evolução reflete, essencialmente, "a alteração do calendário de pagamento do subsídio de Natal em 2018", que será pago, na íntegra, em dezembro.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG