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INE

Exportações caem 3,8% e importações 4% em agosto

Exportações caem 3,8% e importações 4% em agosto

As exportações de bens diminuíram 3,8% e as importações caíram 4,0% em agosto face ao mesmo mês de 2018, penalizadas pela quebra no comércio de combustíveis e lubrificantes.

Segundo as Estatísticas do Comércio Internacional do Instituto Nacional de Estatística (INE), "destacam-se os decréscimos nas exportações e nas importações de 'combustíveis e lubrificantes' (-44,1% e -43,7%, respetivamente), nomeadamente nas exportações de 'produtos transformados' e nas importações de 'produtos primários'", que "poderão estar relacionados com o encerramento para manutenção da refinaria de Sines durante o mês de agosto".

Excluindo os combustíveis e lubrificantes, em agosto as exportações aumentaram 0,6% e as importações cresceram 4,4% (-3,0% e +9,7%, respetivamente, em julho de 2019).

Em julho as exportações tinham aumentado 1,3% e as importações tinham subido 9,5%.

No mês de agosto, o défice da balança comercial de bens atingiu 1.638 milhões de euros, menos 78 milhões de euros do que no mês homólogo de 2018, sendo que, excluindo os combustíveis e lubrificantes, o saldo foi negativo em 1.288 milhões de euros, deteriorando-se em 190 milhões de euros face a agosto de 2018.

No trimestre terminado em agosto de 2019, as exportações de bens diminuíram 3,6% e as importações aumentaram 0,6% face ao mesmo período de 2018 (+0,4% e +6,3%, pela mesma ordem, no trimestre terminado em julho de 2019).

De acordo com o INE, em termos das variações homólogas mensais, no mês de agosto as exportações diminuíram 3,8% devido ao recuo de 14,9% registado no comércio extra-União Europeia (UE), dado que o comércio intra-UE apresentou uma evolução positiva de 0,8%.

Já as importações decresceram 4,0% (+9,5% em julho de 2019), igualmente em resultado da evolução negativa do comércio extra-UE (-25,4%), registando-se um aumento homólogo de 5,0% nas importações intra-UE.

O INE destaca os decréscimos de 44,1% nas exportações e de 43,7% nas importações de 'combustíveis e lubrificantes', nomeadamente nas exportações de 'produtos transformados' e nas importações de 'produtos primários', avançando que "estes decréscimos nos 'combustíveis e lubrificantes' poderão estar relacionados com o encerramento para manutenção da refinaria de Sines durante o mês de agosto".

Relativamente às variações face ao mês anterior, "em agosto de 2019 as exportações diminuíram 28,0% (+13,5% em julho de 2019) e as importações decresceram 23,8% (+9,1% em julho de 2019)", com as variações registadas em ambos os fluxos a resultarem "tanto do comércio intra-UE como do extra-UE".

Segundo nota o INE, estas variações podem "estar em parte relacionadas com o facto de o mês de agosto ser por norma um mês de paragem para férias de algumas empresas".

Numa análise por grandes categorias económicas de bens, em agosto face ao mês homólogo de 2018, "tanto nas exportações como nas importações os maiores decréscimos registaram-se nos 'combustíveis e lubrificantes' (-44,1% e -43,7%, respetivamente), nomeadamente nas exportações de 'produtos transformados' e nas importações de 'produtos primários'".

Em sentido contrário "destacam-se, também em ambos os fluxos, os acréscimos de 'material de transporte' (+15,6% nas exportações e +27,3% nas importações), mais especificamente as exportações de 'automóveis para transporte de passageiros' e as importações de 'outro material de transporte e partes, peças separadas e acessórios' -- maioritariamente aviões e suas partes".

Tendo em conta os principais países de destino em 2018, evidencia-se em agosto de 2019 o decréscimo homólogo nas exportações para os EUA (-25,2%), sobretudo de 'combustíveis e lubrificantes (produtos transformados)', e o aumento nas exportações para a Alemanha (+11,3%), principalmente 'automóveis para transporte de passageiros'.

"As importações provenientes de França são as que mais se destacam, com um acréscimo de 43,0%, sobretudo de 'outro material de transporte e partes, peças separadas e acessórios' - maioritariamente aviões e suas partes", acrescenta o INE.