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Exportações caíram 10,3% em 2020 e as importações 14,8%

Exportações caíram 10,3% em 2020 e as importações 14,8%

As exportações de bens diminuíram 10,3% em 2020, atingindo os 53.757 milhões de euros, enquanto as importações totalizaram os 68.146 milhões de euros, menos 14,8% do que no ano anterior, segundo dados do INE.

Em 2019, as exportações de bens tinham subido 3,5% e as importações 6,0%.

De acordo com os resultados finais do Instituto Nacional de Estatística (INE), a balança comercial de bens registou um saldo negativo de 14.388 milhões de euros em 2020, uma diminuição do défice de 5.686 milhões de euros face a 2019.

Os três principais clientes e fornecedores externos de bens a Portugal continuaram a ser Espanha, França e Alemanha.

O maior défice comercial manteve-se com Espanha e o maior excedente registou-se com a França, enquanto no ano anterior tinha sido com os EUA, refere o INE.

Excluindo os combustíveis e os lubrificantes, as exportações caíram 8,9% e as importações diminuíram 12,3% (mais 4,4% e mais 6,8%, respetivamente em 2019) e o défice reduziu-se 3.699 milhões de euros, atingindo 10.936 milhões de euros.

Os veículos e outro material de transporte foram o principal grupo exportado, seguido das máquinas e aparelhos, enquanto nas importações estes foram também os principais grupos transacionados, mas com troca de posições face às exportações, acrescenta.

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"A pandemia covid-19 veio impor a necessidade de reforçar as importações de alguns produtos específicos, nomeadamente máscaras", refere.

Excluindo as vacinas, cuja expressão nas importações em 2020 foi ainda pouco significativa, este grupo de produtos terá registado um aumento de cerca de 725 milhões de euros, mais de metade proveniente da China (mais 396 milhões de euros).

No período acumulado de janeiro a agosto de 2021, em relação ao mesmo período de 2020, verificou-se um decréscimo de 2,9% nas importações de máscaras tendo, no entanto, aumentado de expressão as importações de vacinas.

Segundo o INE, o grupo dos equipamentos de proteção foi o que apresentou o maior aumento das importações (mais 402 milhões de euros, correspondente a 63,8%), sobretudo devido à importação de máscaras provenientes da China.

Seguiu-se o acréscimo das importações de "produtos químicos/testes" (mais 12,2%, o equivalente a 293 milhões de euros), sobretudo devido a medicamentos, incluindo os usados no tratamento da covid-19 e a reagentes de diagnóstico, com o acréscimo neste grupo a observar-se principalmente nas importações provenientes de Espanha.

As importações de "aparelhos/instrumentos médicos" registaram um aumento de 2,4% (mais 29 milhões de euros) face a 2019.

Neste grupo destacou-se o acréscimo nas importações de aparelhos de ozonoterapia, de oxigenoterapia, de aerossolterapia, aparelhos respiratórios de reanimação e outros aparelhos de terapia respiratória provenientes sobretudo da China.

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