Economia

Ferrari estreia-se na bolsa de Nova Iorque em alta

Ferrari estreia-se na bolsa de Nova Iorque em alta

A fabricante de carros desportivos italiana Ferrari entrou hoje em Wall Street, Nova Iorque, com as ações a subirem 15% nos primeiros minutos de negociação, cotando-se nos 60 dólares por título.

Este valor confirma assim o apetite dos investidores pela nova empresa cotada no NYSE, que entrou em Wall Street com uma Oferta Pública Inicial (IPO em inglês) a valer 52 dólares por ação.

A marca italiana, que tem como objetivo vender 17,2 milhões de ações correspondentes a 9% do capital, será avaliada em 9,8 mil milhões de dólares (8,6 mil milhões de euros), a que se junta uma dívida de cerca de três mil milhões de dólares (2,6 mil milhões de euros).

O piso onde estão a ser negociadas as ações da bolsa nova iorquina foi todo 'vestido' de vermelho para a ocasião, a cor favorita da marca italiana, e onde os responsáveis pela empresa tocaram a tradicional campainha, sinónimo do início da negociação.

Esta oferta inicial deverá ser uma das mais seguidas do ano devido ao prestígio da Ferrari, cortando assim com alguma acalmia que estava a atingir Wall Street desde o verão.

O grupo automóvel Fiat Chrysler Automobiles (FCA), que atualmente possui 90% da Ferrari (os restantes 10% são detidos por Piero Ferrari, filho de Enzo Ferrari, que fundou a marca em 1947), tem como objetivo usar o dinheiro da operação - cerca de 900 milhões de dólares (793 milhões de euros) - para financiar o plano de desenvolvimento a cinco anos.

Um plano que tem como meta atingir vendas de sete milhões de carros.

Para além deste plano, a entrada em bolsa da Ferrari servirá também para ajudar a reembolsar a casa-mãe FCA em 3,2 mil milhões de dólares até abril de 2016, um montante que faz parte de uma operação complexa de recapitalização da marca.

A Ferrari decidiu voluntariamente limitar a produção anual a 7.000 carros, mas a intenção é que em 2019 aumente o fabrico em 30% para 9.000 unidades por ano, sendo que a marca desportiva italiana vende nove modelos, dos quais o mais barato custa 180 mil euros.

As vendas consolidadas no terceiro trimestre de 2015 deverão ser entre os 720 e 730 milhões de euros, referem os responsáveis da FCA, enquanto o lucro operacional poderá ser de 215 milhões euros.