Recuperação e resiliência

Ferrovia com 300 milhões de euros para aquisição de 12 automotoras elétricas

Ferrovia com 300 milhões de euros para aquisição de 12 automotoras elétricas

A ferrovia vai contar com 300 milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para a aquisição de material circulante, nomeadamente 12 automotoras elétricas, destinadas a serviços interurbanos de longo curso.

De acordo com o PRR, hoje colocado em consulta pública, dos 1.032 milhões de euros destinados à mobilidade sustentável, 300 milhões são para a "aquisição de material circulante ferroviário".

"Trata-se de adquirir material circulante ferroviário destinado a serviços interurbanos de longo curso, nomeadamente 12 automotoras elétricas", lê-se no documento.

Para a descarbonização dos transportes públicos o Governo quer destinar, no geral, 96 milhões de euros do PRR, uma vez que as frotas daquele tipo de transportes têm uma idade média elevada (mais de 15 anos) e uma baixa incidência de veículos ambientalmente mais sustentáveis.

"Pretende-se com este investimento, a conduzir pelo Fundo Ambiental, promover o lançamento de um programa de apoio à aquisição de frotas de transportes públicos limpos (rodoviários e fluviais) e respetivos postos de carregamento/abastecimento, ficando a cargo dos operadores de transporte público os procedimentos inerentes à aquisição dos veículos e embarcações", refere o PRR.

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O Plano de Recuperação e Resiliência de Portugal, para aceder às verbas comunitárias pós-crise da covid-19, prevê 36 reformas e 77 investimentos nas áreas sociais, clima e digitalização, num total de 13,9 mil milhões de euros em subvenções.

Depois de um rascunho apresentado à Comissão Europeia em outubro passado e de um processo de conversações com Bruxelas, o Governo português colocou hoje a versão preliminar e resumida do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) em consulta pública, no qual estipula "19 componentes, que integram por sua vez 36 reformas e 77 investimentos".

O executivo justifica que, "com base no diagnóstico de necessidades e dos desafios", foram definidas três "dimensões estruturantes" de aposta - a da resiliência, da transição climática e da transição digital -, às quais serão alocados 13,9 mil milhões de euros em subvenções a fundo perdido das verbas europeias pós-crise.

No documento, estão também previstos 2,7 mil milhões de euros em empréstimos, mas fonte do executivo garante que "ainda não está assegurado" que Portugal irá recorrer a esta vertente do Mecanismo de Recuperação e Resiliência, o principal instrumento do novo Fundo de Recuperação da União Europeia.

Previsto está que a maior fatia (61%) das verbas do PRR se destine à área da resiliência, num total de 8,5 mil milhões de euros em subvenções e de 2,4 mil milhões de euros em empréstimos.

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