Carnaval

Fim da tolerância de ponto é "erro crasso", diz António Capucho

Fim da tolerância de ponto é "erro crasso", diz António Capucho

O social-democrata e antigo conselheiro de Estado, António Capucho, considerou, este sábado, um "erro crasso" a decisão do Governo de não atribuir tolerância de ponto no Carnaval.

"É um erro crasso" não atribuir tolerância de ponto no Carnaval, afirmou à Lusa António Capucho. "Os nossos governantes também têm de ter a noção que, depois de cortarem quatro feriados, impedirem que as pessoas tenham um dia por ano para manifestarem a sua alegria, a sua descontração, é disparatado. Sinceramente, acho disparatado", acrescentou o ex-presidente da Câmara Municipal de Cascais.

António Capucho disse que a não atribuição de tolerância de ponto, anunciada na sexta-feira pelo primeiro-ministro, "vai diminuir o número de presenças e de participação pública" nos festejos de Carnaval, o que terá "graves prejuízos para as economias locais".

"Como se sabe, quer o comércio, quer a restauração, quer outro tipo de actividade económica, beneficiam destes eventos", justificou.

António Capucho salientou ainda não ter qualquer "simpatia" pelo Carnaval, referindo que durante os dez anos que esteve à frente da Câmara Municipal de Cascais, nunca incentivou nem organizou festejos.

O primeiro-ministro anunciou na sexta-feira à noite que o Governo não dará tolerância de ponto aos funcionários públicos no Carnaval, argumentando que "ninguém perceberia" que tal acontecesse numa altura em que o Executivo se propõe acabar com feriados.

Em 1993, o então primeiro-ministro Cavaco Silva decretou que a terça-feira de Carnaval nesse ano não daria direito a tolerância de ponto, o que sucedeu pela primeira vez em 23 anos. Nesse dia, os deputados do PSD compareceram em massa à Assembleia da República mas foram os únicos a aparecer.

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