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Finlândia diz que Portugal é exemplo para a Grécia

Finlândia diz que Portugal é exemplo para a Grécia

A presidente da Finlândia, Tarja Halonen, deu o exemplo de Portugal, juntamente com a Irlanda e a Espanha, como países que estão a passar dificuldades para fazer o seu "trabalho de casa", tal como é esperado da Grécia.

"Se der como exemplo Portugal, a Irlanda e até um pouco a Espanha, os países não estão a passar sem dificuldades, mas têm que ser decididos em fazer o seu trabalho de casa. É apenas isso que esperamos dos nossos amigos gregos", afirmou a presidente finlandesa.

Tarja Halonen, a presidente cessante da Finlândia, falava durante uma conferência de imprensa na abertura da reunião de chefes de Estado sem poderes executivos, o chamado "grupo de Arraiolos", que decorre até sábado em Helsínquia. Cavaco Silva está presente.

Questionada sobre se a Finlândia apoiaria um segundo resgate a Portugal ou uma reestruturação da dívida portuguesa, a Chefe de Estado não respondeu directamente à questão, preferindo falar da importância de os países cumprirem as suas obrigações. "Não nos falta a solidariedade, mas o que esperamos é que todos possam tentar dar o seu melhor para cumprir a sua palavra", afirmou.

As declarações da presidente finlandesa, ainda antes da primeira sessão plenária do grupo de Arraiolos começar, vão ao encontro dos objectivos do presidente da República português para este encontro.

Cavaco Silva disse que ia tentar mostrar aos seus homólogos que Portugal está a "cumprir" os compromissos e a promover "reformas estruturais", tendo para mostrar um acordo de concertação social de "invejar".

Para a Presidente finlandesa, "todos os países europeus, incluindo os maiores países membros da União Europeia, como a Alemanha e a França, são pequenos países na competição global".

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Nas suas declarações, Tarja Halonen geriu sempre um equilíbrio entre a necessidade de existir uma Europa forte para ser "um actor importante no mercado global" e a importância de os países cumprirem o que acordaram.

"Quando prometemos estar juntos como países membros da União Europeia, prometemos também comportarmo-nos de acordo com critérios, não apenas em termos financeiros", afirmou.

"Precisamos de uma base alargada para a moeda europeia, portanto não é uma questão de podermos ter um grupo pequeno de países de elite, precisamos de uma boa moeda forte. É por isso que digo que espero que os nossos amigos na Grécia possam compreender isto. Nós queremos mantê-los [na zona euro], mas queremos que as promessas sejam cumpridas", argumentou.

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