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Fitch pressiona Portugal a pedir auxílio externo

Fitch pressiona Portugal a pedir auxílio externo

A agência de notação financeira Fitch alertou, esta quarta-feira, que o 'rating' de Portugal poderá voltar a descer no curto prazo, na ausência de auxílio financeiro de Bruxelas e do Fundo Monetário Internacional.

A advertência da Fitch surge num relatório divulgado esta quarta-feira, no qual a agência faz uma análise da última cimeira europeia, que decorreu a 24 e 25 de Março, em Bruxelas.

Relativamente à República portuguesa, a Fitch classifica de "sintomático" o facto de as conclusões do encontro não fazerem qualquer referência a Portugal, "em contraste com os elogios" recebidos na cimeira de 11 de Março, na sequência das medidas adicionais de consolidação orçamental, mas que acabaram por ser chumbadas pelo Parlamento, levando à demissão do Governo.

"Na nossa opinião, depois deste episódio (que conduziu à demissão do primeiro-ministro, José Sócrates), um programa económico da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI) reforçaria a credibilidade dos esforços das reformas orçamental e estrutural e reduziria as preocupações de financiamento no curto prazo", lê-se no relatório.

Em declarações recentes à Lusa, na semana passada, no dia em que a agência de notação financeira cortou o 'rating' de Portugal em dois níveis e ameaçava novo corte em mais que um nível, o director da Fitch, Douglas Renwick, havia dito que Portugal deveria necessitar muito provavelmente de apoio financeiro internacional nos próximos meses e, a acontecer, deveria chegar até Junho, no máximo.

"De uma perspectiva de financiamento, seria bom para Portugal ter apoio oficial, porque assim teria financiamento assegurado da Europa, dando tempo ao país para corrigir os desequilíbrios nas suas contas públicas", defendeu.

Segundo este responsável, a Fitch questionava se Portugal precisaria ou não de um pacote de resgate da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional, sublinhando que agora pensam "que provavelmente irão necessitar" desse mesmo apoio.

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O responsável defendeu ainda que seria "positivo" que os investidores recebessem "uma declaração de apoio claro dos principais partidos políticos ao processo de consolidação e reformas estruturais" e que fosse claro e público "um consenso político".

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