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Fixação de serviços mínimos pelo Governo não surpreende sindicato dos estivadores

Fixação de serviços mínimos pelo Governo não surpreende sindicato dos estivadores

O presidente do Sindicato dos Estivadores do Centro e Sul, Vítor Dias, disse à agência Lusa não ter ficado surpreendido com a fixação de serviços mínimos pelo Governo nos portos de Lisboa e Setúbal devido ao impasse nas negociações.

"Não era nada que não esperássemos face a toda esta situação. Quero lembrar que nós subscrevemos um acordo para os serviços mínimos para os períodos de greve e é importante que se diga que é uma greve parcial. A laboração dos portos está assegurada durante dois turnos", disse à Lusa Vítor Dias.

O sindicalista adiantou que foi emitido um novo pré-aviso de greve no setor portuário para o período entre 28 de novembro e 05 de dezembro.

Apesar de ainda não ter visto o despacho do Governo sobre a fixação dos serviços mínimos no período de greve até 28 de novembro, o presidente do Sindicato dos Estivadores, Trabalhadores do Tráfego e Conferentes Marítimos do Centro e Sul de Portugal disse que os sindicatos nunca negaram os serviços mínimos.

O ministério da Economia e Emprego informou hoje que a decisão de fixar serviço mínimos visa "mitigar os efeitos prejudiciais para a economia da greve naqueles portos e surge na ausência de um acordo"entre os operadores e as estruturas sindicais que entregaram os pré-avisos de greve.

"Apenas tenho a referir que, nestas coisas como em tudo na vida, as coisas impostas nunca têm os melhores resultados. É sempre preferível dialogar, encontrar soluções por acordo, por consenso. Parece-me que o Governo nunca teve essa postura e agora os operadores também não têm essa vontade", disse.

Vítor Dias recordou ainda que os sindicatos nunca negaram os serviços mínimos que tenham como objetivo as necessidade e os bens impreteríveis para a população, reafirmando que devia "ter sido obtido por consenso e não por imposição".

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O novo pré-aviso de greve foi emitido quarta-feira pelo Sindicato dos Estivadores, Trabalhadores do Tráfego e Conferentes Marítimos do Centro e Sul de Portugal, Sindicato dos Trabalhadores de Aveiro, o Sindicato XXI e o Sindicato dos Estivadores, Conferentes e Tráfego do porto do Caniçal, na Madeira.

"Emitimos um novo pré-aviso de greve que vai prolongar a paralisação no setor dos portos entre o dia 28 de novembro e 05 de dezembro. Na prática é até dia 04, mas como o nosso dia de trabalho é das 08:00 às 08:00 tivemos de emitir até dia 05", adiantou.

De acordo com o sindicalista, na origem do pré-aviso de greve está o impasse nas negociações entre os sindicatos e associações do setor e o Governo.

"Os nossos protestos, que já duram há mais de dois meses, são longamente conhecidos. No centro da questão continua o fato de o Governo querer aprovar uma lei que precariza todo o setor portuário que põe em risco de despedimento de cerca de metade dos trabalhadores", salientou.

Vítor Dias frisou ainda que o Governo se tem recusado a dialogar, acrescentando que os protestos vão continuar enquanto o Executivo persistir com "esta vontade e iniciativa".

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