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Crise Financeira

FMI quer eliminar "barreiras políticas à flexibilidade salarial"

FMI quer eliminar "barreiras políticas à flexibilidade salarial"

O chefe de missão do Fundo Monetário Internacional defendeu, esta terça-feira, que a reforma da contratação coletiva não deve sobrecarregar as empresas na fixação de salários, o que pode penalizar a sua rentabilidade.

Numa teleconferência com jornalistas, Abebe Selassie afirmou que caberá ao Governo encontrar "o equilíbrio e certo" na contratação coletiva, ao negociar com empregadores, sindicatos e outros atores.

Mas um "princípio muito importante" nesta reforma, ressalvou é que "não se pode sobrecarregar as empresas" na fixação de salários, permitindo-lhes "olharem para a forma como são rentáveis".

O objetivo final, afirmou, é encontrar um "melhor equilíbrio entre salários e produtividade".

Tendo em vista eliminar "barreiras políticas à flexibilidade salarial", estas negociações são um dos pontos da estratégia do Governo de combate ao desemprego, que, disse, tem sido o "assunto número um" levantado junto do FMI por empresas, sindicatos e partidos com representação parlamentar.

"O assunto chave é que o desemprego se tornou num grande problema agora, aumentou acentuadamente", disse o chefe de missão do FMI.

O fundo prevê que o desemprego comece a descer entre final deste ano e início do próximo, mas Selassie afirmou hoje que é uma "fonte de preocupação" que esta descida seja mais lenta do que o previsto.

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"Depois de atingido o pico de 16 por cento [de desemprego], deverá descer mais gradualmente do que gostaríamos de ver", afirmou hoje.

Sobre a forma como o Governo vai financiar as suas políticas de promoção de emprego, Selassie afirmou que o FMI "não tem ideias preconcebidas" sobre se as receitas devem ser encontradas do lado fiscal ou através de cortes na despesa.

Sublinhou ainda que a tendência de queda de salários no setor público e no privado não é um objetivo, mas sim o elevar da competitividade da economia em relação à média europeia.

"Este programa [de ajuda externa] não terá sucesso se for sobre cortar salários. Tem de ser sobre melhorar a produtividade e conseguir melhores resultados de crescimento", disse Selassie.

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