Economia

Fraude fiscal continua a aumentar mesmo com iniciativas do Governo

Fraude fiscal continua a aumentar mesmo com iniciativas do Governo

O secretário-geral da UGT, João Proença, manifestou, esta quarta-feira, "forte preocupação" com o aumento do desemprego e com a subida global da fraude fiscal, mesmo admitindo que o Governo tem apresentado várias medidas nesta área.

"O Governo tem apresentado várias medidas de apoio ao combate à fraude e evasão fiscais, mas o resultado global é que a fraude continua a aumentar", afirmou João Proença à saída de uma reunião do Conselho Económico e Social (CES) sobre esta matéria.

A UGT disse que continua a não perceber porque é que tem de ser o cliente a pedir a fatura e destacou que, embora muitas medidas sejam positivas, a questão da fraude e evasão fiscais continua a não ser abordada na sua totalidade.

"O nosso principal problema está no crescimento e no emprego", disse João Proença, defendendo que o crescimento económico tem de ser sustentado não só nas exportações, mas no crescimento interno.

O secretário-geral reiterou a sua "forte preocupação" com o aumento da taxa de desemprego, nomeadamente entre os jovens.

Já o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, disse à saída da reunião que o Governo "é rápido" a tirar direitos aos portugueses, mas "anda muito devagar" em relação à fraude e evasão fiscais e à economia paralela.

"Não existe nenhuma verba quantificada para a cobrança da economia paralela", disse Arménio Carlos, defendendo que esse dinheiro deveria ser aplicado na Saúde, na Educação ou nas reformas dos pensionistas.

"A economia paralela anda nos 40 mil milhões de euros, se cobrarmos 20 mil milhões nos próximos dois anos poderíamos repor salários, subsídios de férias e ainda fazer investimentos na economia", concluiu.

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