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Economia

Fundo de recapitalização da banca pode não ser usado na íntegra

Fundo de recapitalização da banca pode não ser usado na íntegra

Os bancos portugueses podem não utilizar na íntegra o fundo de recapitalização da banca de 12 mil milhões de euros, disse, esta quarta-feira, o ministro das Finanças, Vítor Gaspar.

"Não se deve tomar por adquirido que o [fundo] pode ser integralmente usado", disse Gaspar, durante uma audiência perante as comissões parlamentares dos Assuntos Europeus, do Orçamento e da Economia dedicada ao Conselho Europeu que começa na quinta-feira.

Esse fundo, parte do programa de assistência da 'troika' a Portugal, deve ser "um último recurso", recordou Gaspar, afirmando que os bancos só devem utilizá-lo se tiverem necessidades "que não possam ser satisfeitas por capital privado".

Gaspar escusou-se a responder a uma questão do deputado comunista Honório Novo sobre o processo de recapitalização da banca, relativa ao "juro" que o Estado receberia pela sua intervenção no capital dos bancos.

"Os 12 mil milhões a ser entregues à banca vão ser remunerados pela devolução do capital, mais juros, que o País vai pagar à 'troika', e haverá uma remuneração adicional, uma mais valia extra?", perguntou o deputado.

Em relação a este tema, Gaspar disse que se trata de "questões muito específicas", que prefere discutir numa audiência da Comissão de Orçamento dedicada à recapitalização da banca, que terá lugar no próximo dia 14.

O ministro acrescentou apenas a intenção do Governo de "alinhar as práticas portuguesas com as europeias" no processo de recapitalização bancária.

No final da audiência de duas horas no parlamento, Vítor Gaspar saiu sem prestar declarações aos jornalistas.