Plano Estratégico de Transportes

Fusões das empresas de transportes podem levar a rescisões

Fusões das empresas de transportes podem levar a rescisões

O secretário de Estado dos Transportes admitiu, sexta-feira, que podem ser abertos processos de rescisões amigáveis na sequência das fusões das empresas públicas de transporte, mas escusou-se a avançar com um número de trabalhadores excedentários.

"Se necessário, iremos fazer negociações para chegarmos a acordo. É esse o caminho: um acordo de rescisão para as pessoas identificadas como excedentárias", disse Sérgio Monteiro.

No âmbito do Plano Estratégico dos Transportes (PET), o Governo pretende fazer este ano a fusão da Carris com o Metropolitano de Lisboa "a nível operacional", da Transtejo com a Soflusa e do Metro do Porto com o STCP.

O Governo vai ainda integrar a gestão das infraestruturas (linhas e estações) do Metropolitano de Lisboa e do Metro do Porto à REFER.

"Estimamos, com estas fusões, uma poupança de 2,5 milhões de euros por ano com a redução do número de elementos dos Conselhos de Administração", afirmou o secretário de Estado.

Questionado sobre eventuais despedimentos, Sérgio Monteiro não excluiu um cenário de rescisões amigáveis.

"Vamos procurar fazê-lo de comum acordo com os trabalhadores e em negociações com os sindicatos, num clima de paz social", afirmou.

Contudo, disse não saber quantos trabalhadores excedentários poderão existir.

O governante referiu ainda que as empresas de transporte público "têm tido muitos pedidos de rescisões por parte dos trabalhadores", que não têm sido atendidas.

Na proposta final que entregou ao Governo, o grupo de trabalho que analisou a reestruturação dos transportes em Lisboa defende que a Carris deve ser dotada de meios financeiros para concretizar medidas resultantes da redução do serviço, nomeadamente a "saída" de cerca de 300 trabalhadores.

No mesmo relatório, o grupo de trabalho tem uma posição semelhante para o Grupo Transtejo.

Alerta-se para "a necessidade de assegurar a verificação de alguns pressupostos base, indispensáveis para que se capture por inteiro o potencial de poupança indicado", entre os quais a "atribuição atempada dos meios financeiros que permitam implementar as medidas de reestruturação decorrentes do serviço, nomeadamente no que respeita a saídas de pessoal".

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