Energia

Galp registou quebra de 50% nos combustíveis

Galp registou quebra de 50% nos combustíveis

Produção de gasóleo e gasolina parou em Matosinhos. Lay-off em estudo.

A refinaria de Matosinhos da Galp parou de produzir gasóleo e gasolina, embora se mantenha em atividade para outros fins. A escassa procura resultante da pandemia e do estado de emergência retraíram o consumo. "Nas últimas semanas assistimos a diminuições de vendas superiores a 50% em relação às semanas homólogas do ano passado", assegurou, ao JN, fonte oficial da petrolífera.

"A pandemia criou constrangimentos no mercado nacional e internacional, forçando a Galp a rever o funcionamento do aparelho refinador em função nomeadamente da necessidade de ativar os procedimentos de segurança respeitantes à respetiva capacidade instalada", referiu a Galp.

Consequentemente, houve necessidade de adequar o ritmo de produção. "Este ajustamento teve já impacto no complexo industrial de Matosinhos, com a suspensão provisória da atividade de apenas uma das três fábricas", refere a petrolífera. A refinaria de Matosinhos tem uma fábrica de aromáticos, uma de óleos base e, por fim, uma de lubrificantes. Tem mais de 400 trabalhadores.

Questionada sobre a hipótese de recorrer ao regime de lay-off simplificado, a empresa não descartou totalmente a hipótese. "A Galp está a avaliar as opções que melhor salvaguardem a saúde e a segurança dos seus colaboradores", afirmou fonte oficial da Galp.

O grau de imprevisibilidade decorrente da pandemia e até dos eventuais prolongamentos do estado de emergência é evidente. "Estamos a monitorizar diariamente os impactos da evolução da pandemia e adequaremos os planos de contingência a todas as atividades e infraestruturas sempre que o contexto ou as decisões das autoridades políticas e de saúde assim o justifiquem", sublinhou a petrolífera.

investimento

Aliás, a Galp Energia anunciou ontem que vai reduzir as despesas operacionais e de investimento em mais de 500 milhões de euros por ano em 2020 e 2021 para responder à quebra da procura.

Numa apresentação sobre o primeiro trimestre deste ano, a empresa refere que a venda de produtos petrolíferos caiu 13% em termos homólogos e 10% face aos últimos três meses de 2019, sinalizando que a diminuição das vendas de combustíveis e gás natural reflete as condições do mercado verificadas a partir de março.

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