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GNR esclarece que nenhum trabalhador está detido. Quatro foram notificados

GNR esclarece que nenhum trabalhador está detido. Quatro foram notificados

A GNR esclareceu, esta quarta-feira, que nenhum motorista em greve está detido e que quatro trabalhadores apresentaram-se "voluntariamente" para cumprir o serviço, depois de terem sido notificados de que não comparecerem no local de trabalho constituía crime de desobediência.

"A Guarda Nacional Republicana vem esclarecer que foram quatro trabalhadores notificados de que a sua não comparência no local de trabalho constituía a prática do crime de desobediência", lê-se num comunicado da GNR.

Na nota, a GNR adianta também que, depois desta notificação, os quatro trabalhadores "decidiram voluntariamente cumprir o serviço para o qual estavam nomeados".

Assim, é ainda acrescentado, não se encontra nenhum trabalhador detido.

Cerca de uma hora antes de ter sido emitido este comunicado, o porta-voz do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), Pedro Pardal Henriques, disse que, pelo menos, dois motoristas tinham sido detidos pela GNR em casa, esta tarde, por se recusarem a trabalhar.

"Estes senhores estão a ser notificados em casa. Estão a ser detidos em casa deles e são obrigados a vir até à empresa, forçados, para trabalhar", referiu Pardal Henriques aos jornalistas, na estrada nacional 366, em Aveiras de Cima.

De acordo com o porta-voz do SNMMP, as empresas enviaram uma notificação para a Procuradoria-Geral da República e para o Ministério Público, para forçar os motoristas a cumprir com os serviços.

"Imaginem o risco que estas pessoas vão correr, alguém que é detido em casa porque é obrigado a trabalhar, simplesmente, porque está a exercer um direito que é legítimo, que é a greve, e porque se recusou a trabalhar", disse.

Aníbal Cartaxo, um dos motoristas que foi obrigado a trabalhar, disse que, se não fosse fazer a escala para que estava indicado, seria detido.

"Se não viesse trabalhar ficava detido, ia preso", contou aos jornalistas, à saída de uma empresa de camiões-cisterna, dizendo que foi apenas identificado.

Os motoristas de matérias perigosas e de mercadorias cumprem hoje o terceiro dia de uma greve por tempo indeterminado, que levou o Governo a decretar uma requisição civil parcial e gradual, na segunda-feira à tarde, alegando incumprimento dos serviços mínimos.

O Ministério do Ambiente e da Transição Energética afirmou hoje, ao final da tarde, que não é "necessária, neste momento, a revisão dos termos da requisição civil em vigor", já que os serviços mínimos foram "genericamente cumpridos" até às 19:00.

A greve foi convocada pelo Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), com o objetivo de reivindicar junto da Antram o cumprimento do acordo assinado em maio, que prevê uma progressão salarial.