Transportes

Governo admite risco de "interrupção forçada" de alguns serviços públicos

Governo admite risco de "interrupção forçada" de alguns serviços públicos

As linhas orientadoras para o sector dos transportes apresentadas, esta sexta-feira, no Parlamento pelo ministro da Economia admitem o risco de "interrupção forçada" de alguns serviços de transportes públicos.

O documento, a que a Lusa teve acesso, refere que a actual situação de colapso financeiro põe em causa o papel determinante do sector dos transportes nas políticas de coesão social e territorial.

Na audição na Comissão Parlamentar de Economia e Obras Públicas, o titular da pasta dos Transportes, Álvaro Santos Pereira, sublinhou que as contas das empresas públicas de transportes estão numa situação "insustentável" e indicou alguns dos passivos.

Os dados apresentados apontam a Carris com um passivo de 938 milhões de euros, o Metro de Lisboa com 1372 milhões e a CP com um passivo de 3796 milhões de euros.

Quanto à Estradas de Portugal, os dados indicam que a dívida da empresa em 2034 ascenderá a 28400 milhões se não houver introdução de portagens nas SCUT, uma medida que poderá fazer baixar este valor (no mesmo ano) para 20700 milhões de euros.

As medidas anunciadas pelo ministro Álvaro Santos Pereira apontam para a fusão da Carris com a Metro de Lisboa, da Metro do Porto com a Sociedade de Transportes Colectivos do Porto e da Transtejo com a Soflusa.

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG