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Governo aprova venda da Efacec ao grupo DST

Governo aprova venda da Efacec ao grupo DST

O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira a venda da empresa Efacec ao grupo português DST. O anúncio foi feito após a reunião do Executivo pelo secretário de Estado das Finanças, João Nuno Mendes.

De acordo com o governante, que falou após a reunião do Conselho de Ministros, a proposta da DST foi a que "melhor acautelou os interesses do Estado".

Por parte da DST haverá um "aporte financeiro" de 81 milhões de euros para "reforçar os capitais próprios" da Efacec, disse João Nuno Mendes.

A operação terá ainda uma "pré-capitalização a ser realizada pela Parpública e envolverá também um financiamento por parte do Banco de Fomento". "Julgo que nos dá um quadro muito seguro de que a empresa irá viver pelos seus próprios meios e poderá ter uma estratégia ambiciosa", acrescentou João Nuno Mendes.

O processo permitirá ao Estado "reaver um conjunto de garantias que tinham sido prestadas ao longo de dois anos", afirmou o governante, esta quinta-feira, nomeadamente financiamentos bancários na ordem dos 115 milhões de euros.

Após a assinatura do contrato, "irá decorrer um período de reestruturação dos capitais próprios" da Efacec, da qual poderá resultar uma participação para o Estado de "até 25%" na empresa portuguesa, numa fase inicial.

Momento de ainda "muito desafio"

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"Achamos que a conclusão deste processo vai permitir uma mensagem de grande confiança aos clientes, fornecedores e à banca que apoia a Efacec. E isso é fundamental", disse o secretário da Estado das Finanças aos jornalistas.

Relativamente à manutenção dos mais de dois mil postos de trabalho, o secretário de Estado diz que o Governo fez tudo ao seu alcance, mas a empresa terá de ser competitiva. "Temos a certeza de que se o Estado não tivesse intervindo, a empresa teria entrado em insolvência ou liquidação", defendeu, acrescentando que este é ainda um "momento de muito desafio".

O processo de reprivatização da Efacec durou 14 meses, segundo o secretário de Estado, após a nacionalização dos 71,73% de participação da empresária angolana Isabel dos Santos, no ano de 2020.

A saída acontece depois das revelações feitas por um consórcio jornalístico na investigação "Luanda Leaks", que revelou esquemas financeiros que envolviam a filha do antigo presidente de Angola, José Eduardo dos Santos.

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