Crise energética

Governo dá apoio de 30 cêntimos/litro para acalmar transportadoras

Governo dá apoio de 30 cêntimos/litro para acalmar transportadoras

O ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, anunciou esta segunda-feira um apoio de 30 cêntimos por litro de combustível às transportadoras, em resposta aos crescentes protestos do setor devido ao aumento dos preços.

No Carregado, dezenas de empresários dos transportes participaram numa paralisação parcial das suas frotas. Na ponte 25 de Abril houve um buzinão e, em Lisboa, uma outra manifestação, afeta ao Chega, pediu uma redução de impostos. O secretário de Estado das Infraestruturas, Jorge Delgado, reúne esta quarta-feira com o setor.

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Além do desconto no abastecimento de combustível, aplicado a transportes com até 3,5 toneladas e aos TVDE (recorde-se que o Governo já reservou 25 milhões de euros para apoiar táxis e autocarros), Siza Vieira também anunciou uma redução de 50% no Imposto Único de Circulação (IUC) para as transportadoras.

Será ainda criada uma linha de crédito de 400 milhões de euros para empresas da indústria transformadora e dos transportes cujos custos energéticos sejam pelo menos 20% das despesas de produção.

Antes do anúncio, largas dezenas de empresários e motoristas de transporte de mercadorias se acumulavam no Carregado, distrito de Lisboa. Um deles, Mário Norte, garantiu que não há data para a paralisação terminar.

"Não temos fim. Temos o princípio, que foi hoje. O fim será quando houver "feedback" do Governo para, de imediato, termos condições para trabalhar", referiu.

Buzinão na 25 de abril

Em Lisboa, cerca de 70 pessoas juntaram-se perto da residência oficial do primeiro-ministro para pedir medidas. Presente, o líder do Chega, André Ventura, disse não haver "outro caminho" que não seja descer impostos. Referindo que "a guerra não vai ser curta", questionou: "Vamos deixar isto chegar onde? A 10 euros por litro?".

A agenda de protestos começou cedo. Pelas 8 horas, a associação de utentes da ponte 25 de Abril, que liga Lisboa a Almada, organizou um buzinão contra a subida "galopante" dos combustíveis. Em comunicado, a Associação Nacional das Transportadoras Portuguesas (ANTP) exigiu a isenção do IUC, a isenção temporária de portagens e o alargamento do acesso ao gasóleo profissional a mais veículos de transporte.

A ANTP reúne esta quarta-feira com o secretário de Estado das Infraestruturas. Pedro Nuno Santos, ministro da tutela, disse que o Governo continua a estudar "até onde pode ir" para facilitar a atividade do setor.

No entanto, Pedro Nuno realçou que as opções do Executivo são limitadas: "Estando conscientes das dificuldades que os transportadores estão a sentir, vamos tentar procurar soluções dentro de bandas estreitas".

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