Transportes

Governo garante que não haverá novo aumento dos preços nos transportes

Governo garante que não haverá novo aumento dos preços nos transportes

O ministro da Economia e do Emprego afirmou, esta sexta-feira, que não haverá um aumento intercalar do preço dos transportes públicos este ano.

"Não haverá aumento intercalar dos transportes este ano", garantiu Álvaro Santos Pereira, que está a ser ouvido na Comissão Parlamentar de Economia e Obras Públicas, em resposta ao deputado do Bloco de Esquerda Pedro Filipe Soares.

Também em resposta ao deputado bloquista, o governante explicou que a venda de activos que o Governo pretende fazer nas empresas públicas de transportes abrangerá apenas "activos não afectos à exploração", como terrenos ou edifícios.

O ministro está no Parlamento a apresentar aos deputados as linhas orientadoras do Plano Estratégico de Transportes.

Na semana passada, o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, tinha dito que os utentes poderiam enfrentar novos aumentos se os custos operacionais das empresas não se reduzissem "na ordem dos 20%".

Sérgio Monteiro falava à margem da apresentação do Anuário do Sector Empresarial do Estado, na Universidade Católica em Lisboa, e explicou que apenas um corte dos custos operacionais das empresas de transportes "na ordem dos 20%" permitiria ao Governo evitar novos aumentos extraordinários.

O secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações recusou ligar o objectivo do abate de 20 por cento dos custos à necessidade de despedimentos nas empresas em causa, preferindo sublinhar que o corte será feito fundamentalmente à custa da eliminação de "redundâncias" e de "ineficiências".

A título de exemplo, o governante referiu-se a casos em que o Metro de Lisboa e a Carris cobrem exactamente os mesmos percursos com horários e desempenho semelhantes, sublinhando que redundâncias como estas serão "eliminadas".

Certo, fez questão de deixar claro, é que para que o Governo consiga indexar o aumento dos transportes à evolução da taxa de inflação tem que, até lá, abater 20% aos actuais custos operacionais das empresas de transportes públicos.

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