Economia

Governo não vende TAP a Gérman Efromovich

Governo não vende TAP a Gérman Efromovich

O Governo decidiu não aceitar a proposta de compra da TAP pelo grupo grupo Synergy, de Gérman Efromovich. O Executivo pretende relançar o processo de privatização até 2014 para cumprir o memorando de entendimento com a troika, ressalvando que vai "começar do zero" e que "as atuais circunstâncias são difíceis".

De acordo com o Governo, não foram asseguradas as garantias financeiras necessárias para o sucesso do negócio, apesar deste ser "positivo do ponto de vista estratégico" e com boas perspetivas de futuro.

A decisão do Governo foi anunciada há momentos na conferência de Imprensa que se seguiu ao Conselho de Ministros que se realizou esta quinta-feira, pelo secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Marques Guedes.

De acordo com a secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque, as "boas perspetivas de negócio" e os aspetos positivos deste não foram sufientes para que a proposta fosse aceite face à ausência dos meios financeiros necessários ao sucesso da privatização da TAP.

De acordo com a edição online do "Diário Económico", que anunciou em primeira mão a decisão do Governo, o grupo Synergy não apresentou uma garantia bancária de 25 milhões de euros dos 35 milhões que ficariam para o Estado.

"Vamos fazer os possíveis para que a redefinição da estratégia [da privatização] possa ser concluída a tempo de dar cumprimento ao memorando de entendimento", afirmou hoje a secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque.

Em declarações aos jornalistas, a governante disse que o Governo vai vai reavaliar a estratégia e lançar a privatização "logo que possível".

Ainda assim, destacou, "a venda de uma companhia de aviação, nas atuais circunstâncias, é sempre um processo difícil".

Por seu lado, o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, realçou que neste momento importa criar "condições de estabilidade da tesouraria a curto e médio prazo".

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