Tecnologia

Governo pode ter de pagar Web Summit

Governo pode ter de pagar Web Summit

Contrato com Estado deverá ser cumprido apesar do evento ser online. "Vamos mostrar o melhor de Portugal".

Já se esperava mas agora é oficial: a Web Summit 2020, marcada para dezembro (de 2 a 4), será 100% online. Terá 100 mil participantes (perto de 50 mil bilhetes serão distribuídos no país) "e com uma aposta inédita a mostrar o melhor de Portugal ao estilo Eurovisão", desde histórias de várias cidades (Porto, Aveiro, Coimbra, Faro e ilhas incluídas), mas também vários oradores portugueses e um palco só para o país. O anúncio foi de Paddy Cosgrave - numa decisão tomada em conjunto com o Governo - e desde logo ficou no ar a dúvida sobre se o valor de 11 milhões de euros contratualizado seria cobrado na totalidade ao Estado português.

A Web Summit não esclareceu em tempo útil e o Ministério da Economia remeteu-nos a resposta "para mais tarde". Certo é que sem a parte presencial, em Lisboa, a Web Summit aposta em promover projetos nacionais e várias cidades do país na sua nova plataforma online, criada por uma equipa liderada pelo português João Soares e repleta de funcionalidades que substitui a experiência offline (já posta à prova em julho, no Collision, em Toronto). Foi nesse evento que Cosgrave nos explicou que, por haver o compromisso com o Estado português, a decisão e responsabilidade do evento ser online teria de ser do Governo, sem entrar em pormenores sobre o contrato.

Um estudo do ano passado revelado pelo ministro da Economia, Siza Vieira, indicava que a Web Summit 2019 terá tido um impacto de 180 milhões de euros (mais 75 milhões face a 2018) na economia do país. O valor incluía o retorno direto dos 70 mil visitantes (64 milhões por quatro dias de evento), mas também ganhos na capacidade do país atrair atenção mediática, negócios e empresas tecnológicas. Este ano, sem os gastos logísticos presentes - no ano passado apontava-se para um custo total para Governo e Câmara de Lisboa acima dos 20 milhões -, tudo indica que o valor de 11 milhões de euros por ano do contrato de 10 anos assinado em 2018 deve manter-se.

Os participantes e os 800 oradores estarão em casa a participar no evento, mas a plataforma permite várias formas networking, incluindo uma espécie de speed dating profissional chamada Mingle. O CEO da Zoom, Eric Yuan, o ator Chris Evans e o CTO do Facebook Mike Schroepfer são, para já, cabeças de cartaz do evento que será encerrado por Marcelo Rebelo de Sousa.

PUB

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG