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Economia cresce 9% até 2022, desemprego sobe mas não há austeridade

Economia cresce 9% até 2022, desemprego sobe mas não há austeridade

A economia portuguesa deve crescer 4% este ano e 4,9% em 2022, anunciou o ministro das Finanças. Desemprego sobe para 7,3%. João Leão afasta austeridade e aumento de impostos.

Será um "crescimento económico muito assinalável" de "9% a dois anos", considerou o ministro das Finanças na apresentação do Programa de Estabilidade para 2021-2025, esta quinta-feira, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, e que será entregue na Assembleia da República à tarde.

O Governo prevê o crescimento da economia "de 4% este ano e de 4,9% em 2022", anunciou João Leão em conferência de imprensa, cerca das 13 horas.

O crescimento deste ano é sustentado numa "forte recuperação no segundo trimestre" que é esperada após mais um período de confinamento devido à pandemia de covid-19 e os 4,9% estimados em 2022 têm em conta "as perspetivas positivas decorrentes do processo de vacinação em curso e do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR)", assim como um aumento das exportações na ordem dos 7% e do investimento em 8%.

A previsão para este ano significa uma revisão em baixa face aos 4,5% estimados anteriormente "pelo efeito da terceira vaga da pandemia e o confinamento que obrigou à paragem da atividade económica", explicou o ministro das Finanças.

Em relação ao emprego, o Executivo espera "já para este ano uma ligeira melhoria" e "para o ano um crescimento mais robusto acima de 1%" (1,1%).

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"Para este ano a taxa de desemprego ficará ligeiramente acima do ano passado (6,8%), em 7,3%, porque haverá a população ativa aumentará com o regresso da normalização da atividade económica", indicou João Leão. "Para o ano e anos seguintes prevê-se uma redução da taxa de desemprego", acrescentou.

"Este programa tem um forte impulso no Programa de Recuperação e Resiliência, que terá um impacto de 22 mil milhões de euros na atividade económica", sublinhou o ministro das Finanças.

"Este é um Programa [de Estabilidade] que não perde de vista a sustentabilidade do país e das Finanças Públicas a médio prazo", defendeu. "A partir do próximo ano a balança externa tem valores francamente positivos acima de 2%" pois "beneficia da recuperação das exportações e do turismo e das verbas do PRR".

"Prevê-se uma redução ano após ano da dívida pública, ficando novamente abaixo dos 120% e de valores pré-pandemia, a partir de 2024", revelou João Leão. Este ano será de 128% (face ao recorde de 134% em 2020).

"O défice de 2020 foi de 5,7% e para este ano prevemos uma redução do défice de 1,2%", ou seja, "será de 4,5%", quando no Orçamento do Estado de 2021 se previa "uma redução de 3%", devido ao "efeito da terceira vaga da pandemia e ao confinamento que fizeram aumentar muito os apoios à atividade económica e às famílias".

"Em 2022 o défice atingirá os 3,2% do PIB e a partir de 2023 o défice voltará abaixo de 3%", aponta o ministro das Finanças.

"Estamos em condições de enfrentar esta crise de forma muito diferente daquela com que o país enfrentou crises anteriores. Sem receio de austeridade, sem receio de ter de aumentar os impostos para pagar os efeitos da crise", disse João Leão aos jornalistas à saída do Conselho de Ministros que aprovou o Programa de Estabilidade para 2021-2025.

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