Energia

Governo prevê "vouchers" de apoio à compra de eletrodomésticos

Governo prevê "vouchers" de apoio à compra de eletrodomésticos

Ministro do Ambiente revela que a procura por transportes públicos caiu 56% em 2020. Para este ano, reserva um adicional de 248 milhões para o setor.

O Ministério do Ambiente e Ação Climática quer ajudar os portugueses a combater a pobreza energética e, para isso, tenciona lançar um "voucher" para a compra de eletrodomésticos. Essa intenção foi conhecida no dia em que o ministro da tutela anunciou mais verbas para os transportes públicos.

Os referidos "vouchers" constam da estratégia de combate à pobreza energética, que será apresentada até final de março, no âmbito da qual o Governo quer também renovar 69% dos edifícios, até 2030.

"Uma das medidas que estão previstas, sobretudo para as famílias de menor rendimento, são vouchers de apoios na compra de equipamentos mais eficientes", adiantou João Galamba, secretário de Estado da Energia, ao "Jornal de Negócios".

O Governo quer acelerar, "dentro do possível", o combate à pobreza energética, que atinge cerca de dois milhões de pessoas. Até 2050, o programa para esse combate vai representar um investimento anual superior a 300 milhões de euros.

Transportes públicos

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O ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Matos Fernandes, também indicou ontem no Parlamento que a procura por transportes públicos caiu 56% no ano da pandemia, embora a oferta tenha tido uma redução de 3%.

Por essa razão, apesar de episodicamente poder ter circulado uma carruagem mais cheia, a oferta superou largamente a procura, tendo sido possível garantir a segurança das operações dos transportes", referiu o governante.

Para compensar as transportadoras, o Fundo Ambiental aplicou 247,6 milhões de euros em 2020, "mais do que duplicando as verbas" de 2019, de 104 milhões de euros. Em junho, houve um reforço de 94 milhões de euros neste orçamento, para compensar as fortes perdas de procura durante o primeiro confinamento, quando os transportes chegaram a circular com apenas um terço da lotação.

Desde maio de 2020 que os transportes públicos têm de circular, no máximo, com dois terços da lotação máxima permitida.

No Orçamento do Estado para 2021, o programa para apoiar a redução do preço dos passes contava com uma verba de 238,32 milhões de euros. A contribuição estatal seria de 198,6 milhões de euros, mais 60 milhões do que estava previsto no OE2020.

Mas o ministro anunciou ainda que "está alocada uma verba suplementar, até 190 milhões de euros, para, em função dos desequilíbrios provocados pela pandemia, apoiar as empresas, em 2021, e assim assegurar a continuidade das operações de transportes coletivos".

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