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Governo quebra promessa e aumenta dívida a fornecedores

Governo quebra promessa e aumenta dívida a fornecedores

Governo tinha prometido que ia acelerar pagamentos, mas derrapou. Empresários ficam com problemas de tesouraria.

Em plena pandemia, com muitas empresas a denunciar falta de dinheiro em caixa, o Estado aumentou a dívida aos fornecedores, contrariando uma promessa feita pelo Governo no dia 13 de março. A execução orçamental mostra que o stock de dívida cresceu 64 milhões entre março e abril, totalizando 1624 milhões. Dentro deste bolo, as dívidas a mais de 90 dias eram de 477 milhões em abril, mais 44 milhões do que no mês anterior. Reunir recursos para libertar liquidez para as empresas tem sido possível, já que o Estado vai gastar, por exemplo, 1100 milhões de euros em 2020 só com o lay-off.

Siza Vieira, ministro da Economia, prometera, a 13 de março, dois dias após a Organização Mundial de Saúde ter decretado a pandemia, que o Estado iria ser mais célere nos seus compromissos. "Foram igualmente decididas medidas de aceleração de pagamentos às empresas pela Administração Pública, e pelo Portugal 2020, que praticará o pagamento de incentivos no prazo de 30 dias, prorrogará o prazo de reembolso de créditos concedidos no âmbito do QREN ou do PT 2020, e permitirá a elegibilidade de despesas suportadas com eventos internacionais anulados", refere o comunicado do Conselho de Ministros desse mesmo dia.

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