Função Pública

Governo quer antecipar progressão remuneratória dos técnicos superiores

Governo quer antecipar progressão remuneratória dos técnicos superiores

O Governo propôs hoje aos sindicatos da função pública reduzir de quatro para dois anos a progressão remuneratória dos técnicos superiores, não estando ainda fechado o calendário e valores.

"O Governo apresentou a proposta de podermos acelerar essa progressão passando de uma progressão que estava prevista para quatro anos, ao longo de toda a legislatura, para dois anos", disse hoje a ministra da Presidência, Mariana Vieira da silva, no final de reuniões com as estruturas sindicais da administração pública realizadas no âmbito da negociação suplementar.

Mariana Vieira da Silva acrescentou que não foi ainda fixado qualquer limite para a atualização a observar nos dois anos em causa.

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A proposta com que o Governo abriu as negociações com os sindicatos contempla uma atualização salarial anual entre 8% e 2%, garantindo um mínimo de 52 euros e uma valorização das carreiras de técnico superior e de assistente técnico e uma diferenciação salarial na carreira dos assistentes operacionais, que terão valores remuneratórios diferentes ao longo da carreira, consoante a antiguidade.

Desta forma, os técnicos superiores terão um salto adicional de um nível remuneratório (mais 52 euros), que será faseado ao longo da legislatura, enquanto os assistentes técnicos verão esse acréscimo ser aplicado já no próximo ano, sendo assim aumentados em 104 euros no total.

Na semana passada, a secretária de Estado da Administração Pública admitiu, contudo que os técnicos superiores da 3.ª e 4.ª posições da TRU possam ser já contemplados com aquele 'bónus' adicional de 52 euros em janeiro de 2023.

Hoje foi dado mais um passo, com a ministra a propor aos sindicatos que aquele salto adicional para os restantes técnicos superiores seja feito não até ao fim da legislatura, mas nos próximos dois anos.

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