OE2022

João Leão deixa meta de défice de 1,9% para Medina cumprir em 2022

João Leão deixa meta de défice de 1,9% para Medina cumprir em 2022

O ainda ministro das Finanças, João Leão, inscreveu uma meta de défice público de 1,9% do produto interno bruto (PIB) para este ano, mas quem terá de cumprir este objetivo será o seu sucessor na pasta, Fernando Medina, que toma posse daqui a cinco dias.

Segundo o reporte dos défices publicado esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o défice deve cair muito este ano, apesar da crise, de 2,8% do PIB em 2021 para os referidos 1,9%, segundo as novas contas relativas a 2022 (que são responsabilidade das Finanças).

Ou seja, a diferença entre receitas e despesas reduz-se para apenas 4,4 mil milhões de euros segundo as contas que o governo enviou ao INE.

A meta de 1,9% do PIB é, de facto, extremamente ambiciosa. Primeiro, tendo em conta o ambiente de crise que se vive desde o início do ano e agravada pela guerra da Rússia contra a Ucrânia, que começou há mais de um mês.

Recorde-se que, em outubro de 2021, no Orçamento do Estado que foi chumbado (OE2022), o ministro João Leão inscreveu uma meta de défice para este ano muito mais alta, de 3,2% do PIB.

O INE recorda que "para o ano corrente (2022),as estimativas da capacidade/necessidade líquida de financiamento, da dívida bruta e do PIB nominal são da responsabilidade do Ministério das Finanças, tendo por base o cenário macroeconómico e orçamental que será apresentado no Programa de Estabilidade de 2022".

Ideia é fazer nova redução histórica da dívida

PUB

Além disso, as Finanças de Leão também colocam bem alta a fasquia da redução da dívida em 2022.

A meta inscrita no reporte dos défices e da dívida publicado pelo INE é chegar a um rácio de dívida pública de 120,8% do PIB no final deste ano. Também esta meta é mais ambiciosa do que a que figurava no OE2022 de outubro passado. Aí, Leão apontava para uma dívida de 122,8% no final deste ano.

Ou seja, pelas novas contas do ainda ministro das Finanças será possível reduzir o fardo do endividamento público num valor equivalente a 6,7% do PIB, naquele que será um dos maiores cortes de que há registo, superado apenas pela redução obtida no ano passado (de 7,8% do PIB, para um rácio final de 127,4% do PIB em 2021).

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG