Covid-19

Grandes empresas avançam para o teletrabalho

Grandes empresas avançam para o teletrabalho

Ordem é para voltar para casa. Mas a AEP alerta que maioria das empresas ainda faz trabalho presencial.

Depois de o aumento do número de casos de covid-19 ter levado o Governo a recomendar o teletrabalho até ao final do ano, com caráter obrigatório na primeira semana de janeiro, a ordem é ir para casa nas grandes empresas, onde a atividade o permite. Ao que o JN/Dinheiro Vivo apurou NOS, Vodafone e Altice (telecomunicações), EDP e Galp (energia), Microsoft (tecnologia), Zurich (seguradora) e Teleperformance (contact center) estão a seguir as recomendações governamentais.

"O teletrabalho pode ser muito penalizador e até inexequível, como é o caso da indústria transformadora. Mas, num momento em que a reindustrialização do país deve constituir um desígnio nacional esta questão é ainda mais preocupante", comenta o presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP), Luís Miguel Ribeiro. De acordo com o dirigente, citando um inquérito da AEP às empresas, metade "espera atingir este ano os níveis de atividade (volume de negócios) pré-pandemia". Ou seja, seguir a recomendação de reimplementar o teletrabalho é uma forma de proteger os negócios.

Contudo, independentemente da dimensão da empresa, "a esmagadora maioria labora em regime maioritariamente presencial", sendo que "apenas uma em cada seis empresas não se encontram em regime de trabalho total ou maioritariamente presencial".

Nas telecomunicações, fonte oficial da NOS garante que "a prioridade" é a segurança dos trabalhadores. Por isso, desde 1 de dezembro, os trabalhadores podem optar por um regime remoto total.

A Vodafone decidiu "acionar uma medida excecional ao seu modelo de trabalho híbrido, passando a ser possível aos colaboradores solicitarem o regime de exceção aos dois dias por semana de trabalho presencial, durante o mês de dezembro", revela fonte oficial.

Já a Altice diz aplicar o regime de teletrabalho "sempre que seja compatível com a atividade desempenhada".

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No setor energético, a EDP também está, desde 1 de dezembro, a adotar o regime de teletrabalho, sendo voluntário o trabalho presencial nas funções compatíveis. Fonte oficial explica que foram criados "grupos rotativos" para o efeito. Estas medidas abrangem cerca de 70% dos trabalhadores.

Em casa desde março

A Galp, nesta fase, "vai manter os protocolos em curso, privilegiando o modelo de trabalho híbrido", diz fonte oficial, realçando que foi dada a possibilidade de os trabalhadores realizarem testes nos centros médicos da empresa.

A Microsoft assegura que continuará com o regime híbrido e flexível, privilegiando o trabalho remoto. Vai fechar temporariamente o escritório entre 2 e 9 de janeiro, refere fonte oficial.

A Zurich também opta por medidas idênticas. Aliás, segundo o diretor de recursos humanos, Nuno Oliveira, a seguradora tem "grande parte" dos 500 trabalhadores em teletrabalho desde março de 2020. E assim se manterá.

70%

Dos trabalhadores da EDP está a trabalhar em regime híbrido, segundo fonte oficial da empresa.

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