Economia

Grécia e zona euro enfrentam nova semana decisiva

Grécia e zona euro enfrentam nova semana decisiva

A moeda única começa, esta segunda-feira, a viver uma semana crucial, com o regresso da "troika" à Grécia e a votação prevista no parlamento da Alemanha sobre o alargamento do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira.

Depois de terem feito as malas no início do mês, insatisfeitas com os atrasos da Grécia na concretização das reformas estruturais, as equipas de auditores da 'troika' do Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Central Europeu (BCE) e União Europeia (UE) deverão regressar esta semana a Atenas, para decidir se o país recebe mais uma 'tranche' da ajuda de resgate, indispensável para escapar ao incumprimento.

A data limite é Outubro, a partir de quando Atenas já disse que não tem verbas para pagar dívidas, pensões e salários aos funcionários públicos. Até lá, a Grécia precisa que a 'troika' desbloqueia a sexta 'tranche', oito mil milhões de um total de 110 mil milhões atribuídos ao país, em 2010.

Os líderes da zona euro - pressionados pelos Estados Unidos, pelas maiores economias emergentes, pelos mercados e pelo FMI para agirem depressa - prometeram este fim de semana "fazer tudo o necessário para assegurar a estabilidade financeira do total" da eurolândia.

As expectativas são de que a Grécia acabe por receber os oito mil milhões, até porque, como disse na passada semana o comissário europeu para os Assuntos Monetários e Financeiros, Olli Rehn, "a UE não vai abandonar a Grécia".

Outros responsáveis europeus afirmaram que o incumprimento grego sairia mais caro aos 17 países da moeda única que apoiar as finanças gregas.

Em Berlim, na quinta-feira, o parlamento alemão vota o aumento das competências e do valor do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), que os líderes da zona euro aprovaram a 21 de Julho - no mesmo dia em que aprovaram um segundo resgate à Grécia - mas que precisa de ratificação dos 17 parlamentos da moeda única.

A extensão do mandato e do volume do fundo não é consensual na coligação governamental dirigida pela chanceler Angela Merkel. Mas dois dos três partidos da oposição parlamentar já prometeram que a vão viabilizar.

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