Economia

Grécia sem acordo global sobre austeridade

Grécia sem acordo global sobre austeridade

Os chefes do governo grego de coligação, reunidos esta quarta-feira, para debater o novo plano de resgate, chegaram a acordo sobre "todos os pontos menos um", afirmaram os serviços do primeiro-ministro, que espera um acordo global até quinta-feira à noite.

O ponto de divergência é a "redução das pensões", adiantou à AFP uma fonte governamental, após o encontro que durou oito horas e que "continuou" entre o primeiro-ministro, Lucas Papademos, e os chefes da delegação da 'troika' (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu) "com o objectivo de concluir um acordo antes da reunião do Eurogrupo" previsto para quinta-feira à noite, em Bruxelas.

A reunião crucial de Georges Papandréu (socialista), Antonis Samaras (direita) e Georges Karatzaféris (extrema-direita) na residência oficial do primeiro-ministro, Lucas Papademos, começou às 17 horas locais (14 horas em Lisboa) e prolongou-se por oito horas.

O encontro pretendia alcançar um consenso entre os partidos do governo sobre as medidas de austeridade exigidas pelos credores internacionais de Atenas em troca de um novo resgate de 130 mil milhões de euros.

O chefe do partido de extrema direita grego, o Laos, abandonou a reunião dos chefes do governo de coligação, antes de este terminar, adiantando que os responsáveis estiveram "sete horas a discutir a questão da redução das pensões".

"Clarifiquei as minhas intenções logo no início da reunião: não posso, uma hora depois, comprometer-me com um plano que vai empenhar o país por 40 ou 50 anos sem ter as garantias (legais) de que estas medidas vão fazer o país sair do impasse", justificou à imprensa Georges Karatzaferis, líder do Laos, à saída da residência do primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, depois de sete horas e meia de reunião.

Os serviços do primeiro-ministro informaram em comunicado que Georges Karatzaferis "exprimiu várias reservas" sobre o plano.

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Entre as medidas de austeridade exigidas pela 'troika', estão a redução do salário mínimo, o despedimento de 15 mil funcionários públicos e os cortes das reformas complementares.

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