Economia

Grécia só recebe ajuda se implementar mais austeridade

Grécia só recebe ajuda se implementar mais austeridade

A zona euro determinou que a nova ajuda financeira à Grécia está condicionada a várias medidas, como a adopção pelo parlamento grego do novo plano de austeridade, aprovado como princípio na quinta-feira, anunciou o presidente do Eurogrupo.

"Apesar dos progressos importantes alcançados nos últimos dias, não tivemos todos os elementos necessários em cima da mesa para tomar decisões" de imediato, afirmou Jean-Claude Juncker, citado pelas agências internacionais, à margem de uma reunião dos ministros das Finanças da zona euro que decorreu esta noite em Bruxelas.

Os ministros consideraram, assim, que faltam elementos para que Atenas receba o novo apoio de 130 mil milhões de euros e apelou ao país que encontram "rapidamente" uma maneira de cortar os gastos em 325 milhões de euros este ano para cumprir o objetivo do défice.

Entretanto, prevê-se que os ministros dos países do euro se voltem a reunir na quarta-feira para aprovar uma ajuda à Grécia, desde que as condições impostas sejam cumpridas.

Jean-Claude Juncker apontou três condições. Em primeiro lugar, o parlamento grego vai ter de aprovar no domingo o plano de austeridade em relação ao qual os partidos políticos gregos e os representantes dos credores públicos da Grécia chegaram a um acordo de princípio hoje ao início do dia.

Além disso, vão ter de ser encontradas pelo governo grego no orçamento de 2012 "poupanças suplementares no valor de 325 milhões de euros" e isto tem de acontecer "até quarta-feira", disse Juncker.

Finalmente, a zona euro exige que os partidos da coligação no poder em Atenas deem "fortes garantias públicas" do seu apoio ao plano de austeridade, acrescentou.

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O presidente do Eurogrupo reconheceu que as discussões foram "acesas" na reunião dos ministros da zona euro, sem, no entanto, avançar detalhes.

A Grécia está a negociar dois planos em paralelo. Por um lado, espera um novo programa de empréstimos europeus de 130 mil milhões de euros e, por outro, pretende obter dos credores bancários uma redução da sua dívida de 100 mil milhões de euros.

Estes planos de apoio são essenciais para a Grécia evitar uma situação de incumprimento até 20 de março, data em que Atenas tem de reembolsar empréstimos correntes muito importantes.

O comissário dos Assuntos Económicos e Monetários, Olli Rehn, afirmou que "o tempo começa a faltar" para chegar a um acordo global para resolver a encruzilhada grega mas que "ainda há tempo".

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