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Greve da CP levou à supressão de 37 comboios até às 8 horas

Greve da CP levou à supressão de 37 comboios até às 8 horas

A CP realizou 220 das 257 ligações ferroviárias que tinha programadas até às 8 horas desta sexta-feira, em dia de greve dos trabalhadores da empresa e da Infraestruturas de Portugal (IP), segundo fonte oficial da empresa.

De acordo com o balanço feito pela CP à Lusa cerca das 8.40 horas, dos 37 comboios suprimidos, 26 são do serviço regional, seis urbanos do Porto, três urbanos em Lisboa e dois de longo curso.

Contactada pela Lusa fonte da Fertagus, que assegura a ligação ferroviária pela Ponte 25 de Abril, disse que a circulação "está a decorrer com normalidade".

Por sua vez, José Manuel Oliveira, da Fectrans, disse hoje de manhã à Lusa que as perspetivas apontam para uma forte adesão à greve e muitas perturbações no serviço prestado ao público: bilheteiras e comboios.

A greve dos trabalhadores da CP - Comboios de Portugal, da IP e das suas empresas filiadas (IP Telecom, IP Património e IP Engenharia) foi convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Setor Ferroviário (SNTSF) e pela Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans), que reclamam um aumento geral dos salários.

O tribunal arbitral do Conselho Económico e Social (CES) não fixou serviços mínimos para esta greve, considerando que "o impacto na mobilidade das pessoas não é muito elevado".

A CP alertou para possíveis perturbações em todos os serviços, destacando que os clientes que tenham comprado bilhetes para os comboios dos serviços Alfa Pendular, Intercidades, Internacional, InterRegional e Regional, podem solicitar o "reembolso total do bilhete, ou a sua revalidação, sem custos".

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Segundo o SNTSF e a Fectrans, as orientações do Governo para as empresas do setor "são de contenção e congelamento dos salários", pelo que "há razão para que a luta na IP e empresas aliadas seja coincidente com a da CP, que têm ambas a mesma tutela governamental".

"Os trabalhadores destas empresas querem ver valorizados os seus salários que, cada vez mais, se aproximam do salário mínimo nacional e porque é uma reivindicação de todos, entendemos que é necessário que a luta seja, cada vez mais, abrangente e com trabalhadores de todas as categorias e profissões" afirmam as estruturas sindicais.

O acórdão do tribunal arbitral do CES prevê algumas exceções, como a garantia da "prestação, durante a greve, dos serviços necessários à segurança e manutenção do equipamento e instalações" e dos "serviços necessários para levar aos seus destinos os comboios que se encontrem em marcha à hora do início da greve" (00.00 horas desta sexta-feira) e para circulação do 'comboio socorro'.

Ainda assegurada deverá ser a disponibilização de um "canal para a realização de transporte de mercadorias perigosas e perecíveis" e, nos serviços de telecomunicações, a "manutenção corretiva e supervisão da rede", num total de oito trabalhadores.

Esta nova paralisação segue-se à greve dos trabalhadores da IP que se realizou em 2 de junho e que provocou perturbações significativas na circulação de comboios.

Já na CP, decorreu entre 6 e 8 de junho uma greve de três dias dos revisores e trabalhadores das bilheteiras que registou, também, impacto na circulação de comboios.

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