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Cancelados 274 voos no país devido à greve da Groundforce

Cancelados 274 voos no país devido à greve da Groundforce

A greve da Groundforce provocou o cancelamento de 274 voos nos aeroportos portugueses, até ao momento, dos quais 242 em Lisboa, segundo a ANA -Aeroportos de Portugal.

"Devido à greve nos serviços de 'handling' da Groundforce, foram cancelados, até ao momento, no aeroporto de Lisboa, 107 chegadas e 135 partidas", adiantou fonte oficial da gestora das infraestruturas, acrescentando que as companhias que operam com outras empresas de assistência em terra, assim como as que operam no Terminal 2 do aeroporto de Lisboa, "mantêm a sua operação".

Segundo a última atualização da gestora de aeroportos, foram também canceladas nove chegadas e nove partidas no Aeroporto do Porto, três chegadas e três partidas no Aeroporto de Faro, duas chegadas e duas partidas no Aeroporto da Madeira e também duas chegadas e duas partidas no Aeroporto do Porto Santo.

A ANA solicita aos passageiros com voo marcado, para sábado e domingo, que se informem sobre o estado do mesmo, antes de se deslocarem para o aeroporto.

Este sábado é o primeiro dia da greve convocada pelo Sindicato dos Técnicos de Handling de Aeroportos (STHA), como protesto pela "situação de instabilidade insustentável, no que concerne ao pagamento pontual dos salários e outras componentes pecuniárias" que os trabalhadores da Groundforce enfrentam desde fevereiro de 2021.

A paralisação está a afetar milhares de passageiros, alguns dos quais apanhados em trânsito. É o caso de Alannah Rose que estava em trânsito entre Nova York e Manchester, com escala em Lisboa, quando soube que a sua ligação ia ser cancelada, ainda não tinha aterrado em Lisboa às 6.30 horas deste sábado.

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Pelas 7 horas, foi com outros passageiros ao ponto de apoio da GroundForce, onde lhe foi dito que não era responsabilidade deles e que teria de tratar de tudo sozinha. Sugeriram-lhe remarcar o voo para 7 de Agosto, o que ela recusou, ironizando que nesse prazo chegaria ao Reino Unido de barco.

Habituada a viajar, Alannah confessa que nunca viu nada assim. "Não sei nada da minha bagagem, nem do meu voo. Estou aqui em Lisboa sem saber de nada, sentada no chão". O caso da cidadã britânica é o mais comum entre as centenas de passageiros que se vão acumulando pelo chão e escadas, como por exemplo em pleno terminal 1 onde um grupo de jovens joga às cartas.

Entretanto, a PSP começou a controlar as entradas no aeroporto em algumas das portas, mas há muitas reclamações e muito pouca informação disponível. A única certeza é dada pelos ecrãs gigantes, onde a palavra cancelado se repete dezenas de vezes.

A paralisação vai prolongar-se pelos dias 18 e 31 de julho, 1 e 2 de agosto, o que levou a ANA a alertar esta sexta-feira para possíveis constrangimentos nos aeroportos nacionais, cancelamentos e atrasos nos voos assistidos pela Groundforce, nos aeroportos de Lisboa, Porto, Faro, Funchal e Porto Santo.

Na mesma nota em que no início do mês dava conta da greve, a estrutura sindical detalhou que a paralisação abrange os trabalhadores da SPdH (Groundforce) de Lisboa, Porto, Faro, Funchal e Porto Santo e que decorrerá das 0 horas do dia 17 às 24 horas do dia 18 de julho de 2021 e das 0 horas do dia 31 de julho às 24 horas do dia 2 de agosto de 2021.

O STHA convocou ainda uma paralisação ao trabalho extraordinário das 0 horas de dia 15 de julho às 24 horas do dia 31 de outubro de 2021.

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