Função Pública

Greve: Escolas fechadas e hospitais afetados

Greve: Escolas fechadas e hospitais afetados

Há, pelo menos, 60 escolas encerradas em todo o país e hospitais a funcionar a meio gás. A recolha do lixo e os transportes públicos municipais também foram afetados. O balanço foi feito ao JN pelo presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, Empresas Públicas, Concessionárias e Afins (STAL), que fala numa "forte adesão à greve" da função pública convocada pela Frente Comum para esta sexta-feira.

A Frente Comum (CGTP) reivindica aumentos de 90 euros para todos os trabalhadores e um salário mínimo de 850 euros na administração pública.

"No setor da administração local, as primeiras horas do dia confirmam aquilo que durante a noite já tinha acontecido nos serviços de higiene e limpeza e recolha de resíduos. Em termos gerais, de Norte a Sul do país, há muitos serviços encerrados e outros a funcionar com grandes dificuldades porque a adesão também provocou a ausência da maioria dos trabalhadores", avançou o presidente do STAL.

No ensino, José Correia diz ter conhecimento de, pelo menos, 60 escolas dos diferentes graus de ensino encerradas em todo o país. No Norte, a Escola Básica e Secundária de Águas Santas, na Maia, é uma delas. Segundo os dados disponíveis no site do sindicato, em Matosinhos, registou-se uma adesão à greve em 90% das escolas. Já em Braga, estima-se que mais de metade das escolas esteja a funcionar com constrangimentos devido à paralisação nacional. No distrito de Faro, entre 60 e 80% das escolas aderiram à greve.

Há ainda centros de saúde e hospitais a funcionar a meio gás. É o caso do Hospital de S. José, em Lisboa. "Naturalmente, com todo o sentido de responsabilidade em relação ao funcionamento de serviços essenciais, urgência e serviços mínimos. Mas foi muito afetada a questão das consultas externas e, em alguns sítios, foram canceladas", adiantou o líder da STAL.

Também os serviços municipais de transportes no Barreiro e em Braga foram afetados.

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De acordo com o STAL, durante a madrugada, a greve teve um elevado impacto na recolha do lixo. Em Almada, Amadora, Évora, Loures, Odivelas, Palmela, Moita e Seixal registou-se "uma adesão de 100%, não tendo sido efetuada a recolha de lixo e serviços de higiene urbana noturna". Por sua vez, em Lisboa, Sintra e Funchal, o serviço foi "fortemente afetado".

"Na Área Metropolitana de Lisboa e em várias capitais de distrito não houve recolha de lixo. Nos serviços de limpeza e higiene urbana, nas primeiras horas da manhã, também se regista uma grande adesão. Diria superior a 60% nas maiores câmaras", afirmou o sindicalista.

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