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Greve no Metro Transportes do Sul com adesão de 70%, diz sindicato

Greve no Metro Transportes do Sul com adesão de 70%, diz sindicato

A adesão dos maquinistas à greve no Metro Transportes do Sul (MTS) ronda os 70%, informou à agência Lusa o sindicato, que contesta a legalidade da forma encontrada pela empresa para contornar os efeitos da greve.

"A adesão ronda os 60% a 70%. A empresa socorre-se de trabalho extraordinário, colocação de trabalhadores em dia de descanso e outros trabalhadores que frequentemente não conduzem os veículos, para combater, até de forma menos legal, os efeitos da greve", disse António Medeiros, presidente do Sindicato dos Maquinistas (SMAQ).

A empresa, que opera o metro de superfície nos concelhos de Almada e do Seixal, adiantou à Lusa números que apontam para uma circulação de comboios entre os 80% e os 90% e, em comunicado divulgado na sexta-feira, refuta as acusações do sindicato.

O SMAQ acusa a MTS de irresponsabilidade ao colocar ex-maquinistas, "com menos aptidão", a conduzir os comboios, mas a empresa "repudia todas e quaisquer críticas do sindicato acerca das condições de trabalho ou segurança dos trabalhadores".

O sindicato tem exigido também a negociação do acordo de empresa, sobretudo no que diz respeito aos subsídios de transporte e de escala, e acusa a MTS de não ter demonstrado abertura para negociar.

"O conflito resolve-se aqui pela negociação do acordo e com a satisfação de algumas reivindicações. A empresa não tem sido recetiva e sensível a suportar alguns custos da laboração e está a atribuir aos trabalhadores esses custos, o que é inadmissível nos tempos que correm. Um maquinista recebe no final do mês 620 a 650 euros. São as remunerações mais baixas de todo o setor", acusou António Medeiros.

A MTS recusa as acusações sindicais de falta de abertura para negociação e contrapôs, no comunicado, que "não só está de acordo com a existência de um subsídio de transporte e de escalas para os trabalhadores, como foi a própria [empresa] a propor a sua existência".

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Maquinistas do Metro Sul do Tejo, nos concelhos de Almada e Seixal, iniciaram hoje uma greve, que se prolonga até sexta-feira, nos períodos do início da manhã e do final da tarde, sendo esperadas perturbações nas ligações.

A greve na empresa que gere o metro de superfície decorre das 06:30 às 09:30 e das 17:00 às 20:00.

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