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Greve nos bares dos Alfa Pendular e Intercidades com adesão de quase 100%

Greve nos bares dos Alfa Pendular e Intercidades com adesão de quase 100%

A greve dos trabalhadores dos bares dos Alfa Pendular e Intercidades regista uma adesão "de praticamente 100%", tendo os quatro comboios que saíram do Porto ao início da manhã partido com os bares encerrados, segundo fonte sindical.

De acordo com o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte, reunidos durante a manhã em plenário, os trabalhadores da sociedade Almeida & Cadima - pertencente à LSG Group (Lufthansa) e que, desde dezembro de 2018, explora o serviço de refeições dos comboios Alfa Pendular e Intercidades -- decidiram prolongar o protesto por mais 24 horas, entre as 00:00 e as 24:00 de sábado.

"Os quatro comboios que partiram do Porto foram todos com os bares encerrados", afirmou Francisco Figueiredo, avançando que, dos 148 trabalhadores da empresa a nível nacional, apenas estão ao serviço "três que foram admitidos na semana passada".

A greve, de 24 horas, teve início às 00:00 de hoje, e realiza-se em defesa dos direitos dos trabalhadores, contra a desregulamentação dos horários e por aumentos salariais.

Segundo o sindicato, "mal assumiu a concessão, a LSG pôs em causa direitos dos trabalhadores": "Deixou de pagar o trabalho em dia feriado conforme determina o Acordo de Empresa (com 200%), deixou de pagar o trabalho suplementar, alterou as escalas perturbando a vida pessoal e familiar dos trabalhadores, reduziu o valor mensal pago no subsídio de alimentação, deixou de pagar o subsídio de alimentação nas férias, despediu trabalhadores precários e descontou faltas que antes eram pagas", explicou Francisco Figueiredo.

"Os trabalhadores reagiram energicamente junto da empresa, protestando e reclamando os direitos roubados, mas a empresa poucas situações regularizou", sustentou.

Na última reunião de negociações, referiu o sindicato, a empresa, "em lugar de assumir compromissos no sentido de repor todos os direitos dos trabalhadores e assegurar aumentos salariais justos, veio propor a desregulamentação dos horários, a criação de um banco de horas e a remissão para a lei geral do pagamento do trabalho em dia feriado e do subsídio noturno".

Isto, acrescentou ainda, "sabendo, como sabe, que pelo Código do Trabalho o patronato só é obrigado a pagar 50% nos feriados e não é obrigado a pagar subsídio noturno no turismo".

A agência Lusa tentou ouvir a administração da Almeida & Cadima, sem sucesso até ao momento.