O Jogo ao Vivo

Greve

Groundforce desafia TAP a pagar "o que é devido"

Groundforce desafia TAP a pagar "o que é devido"

A Groundforce avançou que a greve deste sábado dos seus trabalhadores levou ao cancelamento de mais de 300 voos e desafiou a TAP a pagar à empresa "o que lhe é devido pelos serviços prestados".

"A Groundforce não é indiferente aos transtornos causados por esta greve e reitera que bastaria que a TAP pagasse o valor em dívida pelos serviços já prestados pela Groundforce para que os salários fossem regularizados", adiantou a empresa de 'handling' em comunicado.

"Quem está na condição de devedor é a TAP, que, no total, deve já 12 milhões de euros de faturação emitida", adiantou ainda a Groundforce, que garantiu que, na manhã de hoje, enviou uma carta à transportadora aérea "dando o seu acordo para que a transferência de cinco milhões de euros fosse feita, a título de adiantamento, e a greve suspensa".

"A Groundforce aceitou todas as condições impostas pela TAP, exceto reconhecer o valor como um "crédito", razão pela qual a TAP rejeitou a proposta", referiu a companhia que presta apoio em terra à aviação em vários aeroportos nacionais.

Antecipando que os aeroportos portugueses vão voltar a sofrer domingo constrangimentos devido à greve, a Groundforce apelou à TAP para que "coloque os interesses do país à frente dos seus e que pague" pelos serviços prestados nos aeroportos nacionais.

De acordo com a Groundforce, até às 18.30 de hoje, a greve levou ao cancelamento de mais de 300 de voos, com a operação em Lisboa, onde 79,3% dos trabalhadores aderiram à paralisação, a ser a mais afetada, com o cancelamento de 226 voos.

PUB

O aeroporto do Porto registou uma adesão de 45% e um total de 68 voos cancelados, de acordo com os dados divulgados pela empresa, enquanto, em Faro, a adesão foi de 11,5%, com o cancelamento de sete voos.

No Funchal foram cancelados três voos, em resultado da adesão de 15,8% dos trabalhadores, adiantou a Groundforce.

Hoje foi o primeiro dia da greve convocada pelo Sindicato dos Técnicos de Handling de Aeroportos (STHA), como protesto pela "situação de instabilidade insustentável, no que concerne ao pagamento pontual dos salários e outras componentes pecuniárias" que os trabalhadores da Groundforce enfrentam desde fevereiro de 2021.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG