Economia

Grupo de trabalho propõe suspensão de 6 linhas da STCP

Grupo de trabalho propõe suspensão de 6 linhas da STCP

O grupo de trabalho nomeado pelo Governo para estudar a oferta de transportes na Área Metropolitana do Porto propôs a suspensão de seis linhas da STCP e não fez qualquer proposta de alteração para o Metro do Porto.

No documento intitulado "Adequação da oferta da rede de transportes colectivos da Área Metropolitana do Porto", datado de 28 de Novembro, o grupo de trabalho propõe a suspensão de "cerca de 25% do serviço prestado pela" Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP).

Neste sentido, o grupo de trabalho sugere a "suspensão da operação, a partir de 2012, de seis linhas da STCP, em percursos externos à cidade do Porto (que passarão a ser apenas cobertos pela operação de operadores privados)" e a "rescisão do contrato de 10 linhas actualmente subcontratadas a operadores privados".

Assim, é proposta a suspensão das linhas 505, 507, 706, 707, ZF e 804.

Já as rescisões de contratos dizem respeito às linhas 119, 61, 70, 94, 64, 10, 55, 69, 68, 804.

No que diz respeito aos contratos com os operadores privados, o grupo de trabalho afirma que "deixou de se verificar o fundamento principal para a sua existência, sendo que este é o melhor momento para deixar que a iniciativa privada assuma os riscos de negócio que até agora foram generalizadamente assumidos pela STCP".

O grupo de trabalho sugere ainda a "assumpção pela STCP da operação de percursos que lhe estão concessionados, actualmente subcontratados, mas com redução de frequências -- linhas 94 e 61", bem como "o reajustamento das frequências da generalidade das restantes linhas" da transportadora rodoviária.

Quanto ao Metro do Porto, a equipa que integrou representantes da Autoridade Metropolitana de Transportes do Porto, do Metro do Porto, da STCP, da CP e da Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados de Passageiros (ANTROP) não fez qualquer sugestão.

"O cenário contratual existente não apresenta incentivos à renegociação nem à redução da oferta, seja pela diminuição do horário de funcionamento e/ou da produção quilométrica, dado que a captação de valor pela Metro do Porto é significativamente menor do que a perda de receita estimada e ainda resultaria num pior serviço aos clientes do sistema de transportes", lê-se no documento.

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