Covid-19

Há 500 famílias por dia a pedir para pagar a luz a prestações

Há 500 famílias por dia a pedir para pagar a luz a prestações

Empresa de gás e eletricidade recebeu 500 pedidos de ajuda por dia. Governo decidiu estender as moratórias bancárias até setembro de 2021.

A EDP autorizou, entre março e final de agosto, o pagamento faseado e sem juros da fatura de luz e gás a 78 mil famílias. No momento que o país atravessa, as moratórias têm constituído um auxílio significativo para os portugueses mais afetados pelos efeitos da pandemia. Nesse contexto, o Conselho de Ministros decidiu aprovar ontem a extensão das moratórias bancárias até ao final de setembro de 2021, para particulares e empresas. O prazo terminava a 31 de março.

No caso da EDP, a energética recebeu 500 pedidos por dia para uma flexibilização dos pagamentos, e todos foram aceites. Além das 78 mil famílias já referidas, também beneficiaram dessa ajuda quatro mil pequenos negócios e de 1400 empresas. Em causa estão faturas no valor global de cerca de 60 milhões de euros.

Segundo os dados da companhia elétrica, que conta com mais de quatro milhões de clientes, os pedidos de flexibilização de pagamento das famílias quase duplicaram face ao ano anterior, com um aumento de 180%. Já no caso das empresas estas solicitações quadruplicaram comparativamente ao período homólogo.

A companhia recorda que "suspendeu, por iniciativa própria, todos os processos de interrupção de fornecimento de energia a 13 de março", situação que manterá até 30 de setembro, de acordo com a lei.

Moratórias bancárias

Quanto às moratórias bancárias, as famílias e as empresas vão ter mais seis meses de folga no pagamento de créditos junto da Banca, com a extensão das moratórias bancárias em vigor até ao final de setembro de 2021, confirmou ontem o Governo após reunião do Conselho de Ministros.

Segundo o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, a extensão das moratórias abrange particulares e empresas, e entidades de alguns setores - cultura, turismo, setor social e comércio e reparação automóvel.

Há também mais tempo para o pagamento de capital e juros em dívida, com as empresas dos setores considerados mais afetados a terem mais um ano para o fazer. "A moratória abrange não apenas as obrigações de reembolso de capital, mas também as obrigações de pagamento de juros, até 30 de setembro.

E, finalmente, também, acrescentamos ao prazo de reembolso remanescente dos empréstimos contraídos anteriormente um período suplementar de 12 meses", explicou o ministro. A possibilidade de usufruir do adiamento vem com a condição de as empresas não distribuírem dividendos ou adquirirem capital próprio, e será automática para as empresas que estejam a aceder a outras medidas de suporte à liquidez.

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