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Economia

Caixa espera resolver problema do acesso online até ao fim do dia

Caixa espera resolver problema do acesso online até ao fim do dia

Há clientes da Caixadirecta, o serviço online de acesso às contas da Caixa Geral de Depósitos, sem acesso ao serviço, este sábado, dia em que entram em vigor as novas regras.

Clientes da Caixa Geral de Depósitos estão a ter dificuldades a aceder às contas online, no dia em que entraram em vigor novas regras de pagamentos online, com um novo método de autenticação.

Contactada pelo JN/Dinheiro Vivo, fonte oficial da CGD confirma a impossibilidade de acesso à aplicação da Caixadirecta por smartphone e tablet desde a manhã deste sábado. "Estamos a trabalhar para que o problema possa estar resolvido até ao final do dia", disse o responsável, assumindo que o acesso às contas online está a fazer-se sem problemas pelo browser dos computadores.

A mensagem de voz de resposta aos telefonemas para a Caixadirecta é esclarecedora. "Informamos que existem dificuldades com o envio do SMS Token. Por favor, tente mais tarde".

Ao JN chegaram relatos de clientes que não conseguiram aceder às contas, porque não receberam o código de SMS Token, a que já estavam habituados para realizar outras operações, como transferências acima de determinado montante. Há também clientes que estão a conseguir aceder às contas sem problemas e a realizar as operações pretendidas.

A partir de hoje, é implementado um novo método de autenticação forte, que exige pelo menos dois elementos de identificação. No caso da CGD, e de outros bancos, passou a ser obrigatório inserir um código recebido no telefone por SMS ou SMS Token. É precisamente este o serviço que está a ter problemas na Caixa.

Os elementos utilizados na autenticação forte são escolhidos por cada prestador de serviços de pagamento/banco, desde que estejam em cumprimento das novas regras aplicáveis.

Os bancos que não cumprirem as novas regras poderão ser responsabilizados por eventuais perdas financeiras decorrentes da operação, desde que esta não tenha sido realizada de forma fraudulenta pelo cliente.

A autenticação forte dos clientes já era realizada pelos prestadores de serviços de pagamento/bancos em algumas situações específicas, mas, a partir de sábado, passa a ser obrigatória para a generalidade das operações eletrónicas, com a entrada em vigor do Regulamento Delegado (UE) 2018/389 da Comissão, de 27 de novembro de 2017, que complementa a Diretiva dos Serviços de Pagamento revista.

Além de ser solicitada no acesso à conta através de "homebanking" (através da página eletrónica da instituição) ou "app" (aplicações em telemóveis ou "tablets"), a autenticação forte poderá ainda ser exigida aos clientes para fazer compras e pagamentos "online" com cartão, para iniciar transferências, para efetuar pagamentos de serviços e para consultar os movimentos da sua conta.

"Este procedimento implica que os prestadores de serviços de pagamento/bancos, em todas as situações descritas, solicitem ao cliente dois ou mais elementos pertencentes às categorias de "conhecimento" (algo que só o cliente sabe, como, por exemplo, uma palavra-passe), de "posse" (algo que só o cliente tem, como, por exemplo, um telemóvel para o qual é enviado um código por mensagem) e de "inerência" (uma característica inerente ao cliente, como a impressão digital), sendo que pelo menos dois dos elementos solicitados deverão pertencer a categorias diferentes", explica o BdP em comunicado divulgado na segunda-feira.