Economia

Há quatro milhões a viver da Segurança Social

Há quatro milhões a viver da Segurança Social

Entre 2008 e 2013, a Segurança Social perdeu 350 mil contribuintes, "ganhando" mais 180 mil novos pensionistas. As transferências do Orçamento cresceram 2 mil milhões e tentam compor o cenário.

A seu cargo, a Segurança Social tinha, em finais de 2013, 5,1 milhões de subsídios e pensões, correspondendo, grosso modo, a pelo menos quatro milhões de beneficiários, uma vez que muitos apoios podem ser cumulativos (abono de família e subsídio de desemprego ou pensão de velhice e sobrevivência, por exemplo).

Desde 2008, o número de trabalhadores a descontar para o regime geral passou de 3,2 milhões para 2,9 milhões, em novembro passado, segundo dados da Segurança Social recolhidos pelo Banco de Portugal. Uma perda pesada de 350 mil ou de 322 mil se recuarmos ao ano da chegada da troika (2011). Este fenómeno tem várias explicações possíveis.

Em primeiro lugar, os empregos destruídos foram 684,3 mil entre 2008 e 2013, sendo que neste último ano havia mais 450 mil desempregados face a 2008, segundo dados médios anuais do INE. O número de novos pensionistas de velhice, sobrevivência e invalidez surgidos naquele período foi de 180 mil, totalizando 2,9 milhões no ano passado (excluindo-se aqui os da CGA). Uma quota parte terá emigrado (em 2013, abandonaram o país cerca de 100 mil a 120 mil), criando-se aqui um fluxo de substituição entre portugueses desempregados que emigraram e outros que estavam empregados e ficaram entretanto sem trabalho, permanecendo contudo em território nacional.

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