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Hidrogénio não é só futuro, é o presente

Hidrogénio não é só futuro, é o presente

Aposta nesta energia tem apoio da União Europeia e especialistas acreditam que vários projetos vão ser materializados em breve. Em Cascais já há dois autocarros.

É o hidrogénio o futuro? Não só a resposta foi taxativa - sim -, como já se acredita que também é o presente. Cascais é exemplo disso com dois autocarros movidos com esta fonte de energia, mas já mais projetos estão em marcha, numa altura em que a União Europeia mostra-se dedicada em impulsionar a aposta no hidrogénio.

Foi este o mote do debate precisamente intitulado "O Futuro do hidrogénio", da Sessão EDP, da Portugal Mobi Summit. André Pina, Diretor de Estratégia e Produção da H2BU, EDP realçou como a empresa está "alinada com a União Europeia no papel do hidrogénio na descarbonização". Estão já em marcha projetos em Sines e Alenquer, entre outros, com o responsável a destacar como atualmente o hidrogénio está a fazer o seu caminho a nível regulatório, tal como aconteceu com as energias renováveis.

Existe a questão do preço, com André Pina a falar da necessidade em baixar o custo da tecnologia, mas também há que pensar do lado do consumidor, dando o exemplo da adaptação de equipamentos. Acredita que até 2030 será uma fonte de energia competitiva.

No debate moderado por Hugo Neutel, editor de Economia da TSF, Nuno Carvalho nem hesitou em afirmar sobre o hidrogénio: "É o presente e acreditamos ser o caminho para a descarbonização." O COO da Caetano Bus considera que a mudança para veículos a hidrogénio está atrasada, mas salientou como terá um "papel positivo para o ambiente".

Dá o exemplo, muito positivo, dos dois autocarros em Cascais, mas realçou que é preciso mais, ou seja, que no país é preciso uma aceleração nesta aposta no hidrogénio. E da parte da Caetano Bus a aposta não só é para manter como para intensificar, nas palavras de Nuno Carvalho, sendo um processo estratégico da empresa, que ambiciona, por exemplo, tornar-se na primeira a nível mundial a ter um autocarro de longo curso movido a hidrogénio.

Para Pedro Guedes de Campos, Financial Engineering Officer, FCH.JU, existem três fatores importantes: competitividade, segurança energética e sustentabilidade. Mostrou-se muito satisfeito por ver que a Comissão Europeia está a afirmar que este é o caminho a seguir, o que abre boas perspetivas a longo prazo, quando tanto se fala da descarbonização até 2050. Referiu ainda que o pacote legislativo assumido para o hidrogénio tem potencial para todos os segmentos, dando assim certeza de negócio para investimentos futuros.

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E realçou ainda: "Para um país como Portugal abençoado com recursos renováveis, o hidrogénio é uma oportunidade". Afirmou que "o apetite de promotores de projetos é enorme" em Portugal.

Paulo Ferreira, administrador executivo, PRF Gas Solutions, considera que se está perante uma evolução natural, recordando como há 25 anos foi feita uma adaptação com o aparecimento do gás natural, caminho agora a seguir com o hidrogénio. Diz que a tecnologia é idêntica e que Cascais, onde decorre a Mobi Summit, é exemplo do resultado do trabalho realizado e do investimento feito a longo prazo. "Grande parte da nossa atividade será nos gases renováveis", explicou, mas não exclusivamente no hidrogénio.

Frisou como a transição para esta energia "é uma necessidade" e "vai ter muito futuro". É da opinião que brevemente o hidrogénio será uma parte importante da energia consumida em Portugal. Os projetos vão surgindo e "muito rapidamente" serão materializados.

Numa altura que tanto se fala da crise energética, Paulo Ferreira disse que esta transição ajudará a minimizar os problemas atuais.

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