Alojamento

Hotéis querem ser centros de dia e espaços de cowork

Hotéis querem ser centros de dia e espaços de cowork

A AHP apresentou ao Governo uma proposta que prevê o uso das unidades para outros fins comerciais.

Com a forte quebra que o turismo está a sentir devido à pandemia de covid-19, todos os setores na esfera desta atividade estão a ser penalizados. A hotelaria não é, por isso, exceção. Para tentar minimizar os efeitos da quebra da atividade, os hoteleiros pediram ao Executivo de António Costa que lhes permita ampliar a sua atividade, passando as unidades a "ter outras utilizações comerciais", além do alojamento de turistas e de estudantes.

A Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) defende, em comunicado ontem divulgado, que é "fundamental que parte, ou a totalidade, das unidades de alojamento dos hotéis, presentemente desocupadas e que já servem para alojamento a estudantes, no âmbito de protocolos com as universidades ou semirresidência de profissionais de saúde, possam ainda ter outras utilizações comerciais, de curta ou longa duração: serviços de escritório; espaços de cowork; realização de reuniões; exposições e outros eventos culturais; showrooms; ensino e formação; eventualmente centros de dia ou residências assistidas".

À espera dos hóspedes

Raul Martins, presidente da AHP, explica que "a alteração temporária de uso das unidades de alojamento pode ser uma boa alternativa para muitos empreendimentos turísticos, porque hóspedes, que garantam a sustentabilidade do negócio, não sabemos quando voltaremos a ter".

"Quer o Turismo de Portugal, onde levámos esta proposta em setembro, quer a senhora secretária de Estado do Turismo mostraram a maior abertura para estas soluções", acrescenta o responsável em comunicado.

Contexto atípico

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Depois de um verão atípico - com mercados emissores de turistas fechados para Portugal, como foi o caso de Inglaterra -, quando o mercado interno ajudou a suportar a atividade, muitos hotéis já encerraram a sua atividade neste período de outono-inverno, dada a falta de procura.

Uma projeção recente da AHP, com base no último inquérito que realizou, indicava que, até ao final do ano, irá haver um encerramento superior a 70% na hotelaria, com uma perda importante de receitas e dormidas.

IMPACTO

Bares e discotecas com quebra de 75% na faturação

Há três meses, o Governo permitiu aos bares e discotecas a reabertura, implicando a mudança de atividade, adotando as mesmas regras aplicadas a pastelarias e cafés. Ao Eco, a Associação Portuguesa de Bares, Discotecas e Animadores dá conta de que as empresas que fizeram a mudança têm quebras de faturação "na ordem dos 75%".

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