Função Pública

"Inaceitável". Sindicatos criticam data de reunião sobre aumentos salariais

"Inaceitável". Sindicatos criticam data de reunião sobre aumentos salariais

Depois de a FESAP ter lamentado a data da reunião marcada pelo Governo para fazer nova proposta sobre os aumentos salariais, também a Frente Comum e o STE consideram "inaceitável" negociação sobre salários depois do orçamento.

A ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, Alexandra Leitão, afirmou no parlamento que o Governo convocou as estruturas sindicais da administração pública para voltar a negociar a proposta de os aumentos salariais para este ano, de 0,3%. Esta reunião foi agendada para 10 de fevereiro, depois da votação final do Orçamento do Estado para 2020 (OE2020).

A coordenadora da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, Ana Avoila, classificou de "inaceitável" a iniciativa do Governo de convocar as estruturas sindicais para negociações sobre os salários no Estado depois da votação final do orçamento.

"É inaceitável que o Governo que aprova a votação final do Orçamento depois marque uma reunião para 10 de fevereiro. Quer dizer que, mais uma vez, viola a lei da negociação coletiva", referiu.

Falando em Braga, à margem do XII Congresso da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, Ana Avoila disse que, mesmo assim, os sindicatos irão à reunião, porque querem ouvir o que o Governo tem para dizer à proposta da Frente Comum de aumento de 90 euros para todos os trabalhadores.

"Partimos de 90 euros para discutir com o Governo, é a nossa proposta", referiu, sublinhando que os sindicatos não vão aceitar aumentos de "zero vírgula qualquer coisa".

No mesmo sentido, a presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), Helena Rodrigues, considerou que a resposta do Governo à convergência dos sindicatos para uma greve geral da Função Pública no dia 31 "não chega".

"Não chega. Não temos nada concreto para desconvocar a greve. O Governo tem que fazer uma aproximação às propostas das organizações sindicais, nomeadamente à do STE que propôs uma atualização de 3% e a considera contida", disse a dirigente sindical do STE, afeto à UGT, em declarações à agência Lusa.