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Inflação atinge máximo em mais de nove anos

Inflação atinge máximo em mais de nove anos

Retalhistas estão já a passar o custo da energia para o consumidor.

O índice de preços no consumidor escalava em novembro 2,6% face ao mesmo mês do ano passado, naquele que foi o maior registo de inflação homóloga em mais de nove anos, segundo dados confirmados, na terça-feira, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

A subida teve a maior contribuição por parte dos transportes, cujos preços subiam 8,1% face há um ano. A inflação nos transportes está a ser empurrada pelos combustíveis, com um aumento homólogo de 20% no mês passado, mas também, por exemplo, pela escalada nos preços dos bilhetes de avião, que em novembro estavam já 33% acima dos valores de novembro do ano passado.

Entre os bens com maior influência na subida de preços estão também os combustíveis para uso na habitação, cujos preços crescem 33% face há um ano.

Impacto no consumidor

Mas os dados do INE mostram que, mesmo limpando o cabaz de preços no consumidor dos itens habitualmente mais voláteis (produtos energéticos e bens alimentares não transformados), a tendência é de uma inflação elevada. A inflação subjacente estava em novembro em 1,7%, um máximo de mais de quatro anos.

O INE analisa ainda eventuais impactos das subidas na energia nas restantes classes de bens, considerando que em novembro há já evidência de que os retalhistas estarão já a passar a subida de custos para os consumidores num grande conjunto de bens, em particular na alimentação. A aceleração da inflação no 3.º trimestre surge alinhada quando se colocam lado a lado os preços de produção e os preços do cabaz no consumo excluindo os produtos energéticos, nota.

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