OE2019

Infraestruturas de Portugal investiu até setembro mais que em 2017

Infraestruturas de Portugal investiu até setembro mais que em 2017

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, afirmou esta segunda-feira que a Infraestruturas de Portugal (IP) "já investiu até setembro deste ano mais do que em todo o ano de 2017".

O governante falava na audição conjunta com três comissões parlamentares para debate na especialidade da proposta de Orçamento do Estado para 2019 (OE2019), que teve início cerca das 09.10 horas.

"O investimento da IP previsto para 2018 eram 290 milhões de euros, para 2019 estão previstos 400 milhões de euros", prosseguiu o governante, em resposta a questões dos deputados.

"Vamos efetivamente reforçar muito ainda a capacidade de investimento em 2019 em relação a um ano em que a execução concreta corresponde a mais 139% do que o mesmo período do ano passado", salientou Pedro Marques.

Relativamente à CP, o governante disse que estavam orçamentados 43,8 milhões de euros, mas "não serão executados valores dessa ordem".

No entanto, "estamos ainda assim a prever que no próximo ano se mantenham valores dessa ordem ou até possam voltar a subir", acrescentou.

"Para isso tivemos que reforçar os recursos humanos que estão ao dispor da EMEF, porque o grande investimento da CP, além da aquisição de material circulante é efetivamente a questão da manutenção do material circulante", prosseguiu, salientando que não foi possível executar a quantidade de material circulante que se podia recuperar durante o ano 2018 "desde logo por falta de recursos humanos, e por isso entretanto se autorizou a contratação de mais 102 trabalhadores e se estabilizou a situação".

A isto se junta a regularização de 40 trabalhadores que estavam em situação precária.

"Com isto estancamos a sangria de recursos humanos daquela empresa [CP] que, já agora" - disse Pedro Marques, dirigindo-se ao deputado do CDS-PP Hélder Amaral - "deixaram um extraordinário inventário de necessidades", aludindo ao Governo anterior (PSD/CDS-PP).

"Com um inventário faço imenso investimento, o que nos deixaram foi uma redução de 20% dos funcionários da EMEF, podiam é ter inventariado alguns trabalhadores a mais para a EMEF, mas eu com inventários estou conversado", rematou, gerando reações da oposição, o que levou Teresa Leal Coelho, que estava a gerir os trabalhos, a pedir a criação de "melhores condições" para que ministro continuasse a falar.

"A capacidade de inventariar da direita é também correspondente ao aumentarem os decibéis para não serem esclarecidos, na verdade não querem ser esclarecidos sobre o Orçamento de 2019" nem sobre a execução do Portugal 2020, prosseguiu Pedro Marques.

O governante disse que a execução acumulada até 2018 é de 1800 milhões de euros e que a execução total será de mil milhões de euros, cuja meta será atingida em 2019.

No início da audição, a deputada do PSD Fátima Ramos criticou o governante, salientando que entre 2016 e 2017 o Executivo investiu "menos 1640 milhões de euros do que se tivesse mantido o ritmo de crescimento de 2015".

A deputada chegou a classificar o Executivo como "o Governo mais centralista desde Salazar", numa alusão à gestão do processo das ardidas nos incêndios do ano passado.

Pedro Marques respondeu à deputada, convidando-a a visitar "todos os projetos de ferrovia" no país, salientando que Fátima Ramos "terá de calcorrear território".

O desencontro dos valores executados foi outros dos pontos levantados pela maioria dos deputados de ambos quadrantes.