Comércio

40 mil pedem fecho de centros comerciais aos domingos

40 mil pedem fecho de centros comerciais aos domingos

Polémica antiga, que abarca os horários dos supermercados, regressou ao debate nas redes sociais devido à missa de Páscoa e ao apelo do bispo do Porto.

A discussão já é antiga e regressou à ordem do dia com a homilia pascal do bispo do Porto, que se manifestou contra a abertura dos centros comerciais aos domingos. Nesta terça-feira, cerca de 40 mil pessoas já assinaram uma petição online pedindo o mesmo: o encerramento dos grandes centros comerciais em Portugal ao domingo. A Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED) reagiu à mensagem pascal, explicando que, se os supermercados abrem aos domingos, é porque os consumidores assim querem.

"A liberalização dos horários é uma questão que importa a todos os setores de atividade económica, não sendo um exclusivo da distribuição", recordou fonte da APED. "Procura responder a uma dinâmica social que tem como base a proximidade, a conveniência e a diversidade da oferta, indo ao encontro das expectativas dos consumidores", notou a mesma fonte.

À semelhança do sermão de D. Manuel Linda, que culpou os centros comerciais pelos "graves transtornos psicológicos do trabalhador e do fracionamento dos encontros familiares", o texto da petição subscrita por quase 40 mil pessoas ao final do dia de ontem refere que o encerramento dos shoppings aos domingos melhoraria a qualidade de vida das pessoas e das famílias, contribuindo "para que os trabalhadores de shoppings tenham também horários mais humanos, mais equilibrados".

Depois de quase 14 anos de proibição de abertura de lojas com mais de dois mil metros quadrados ao domingo à tarde e aos feriados, em 2007 a APED entregou na Assembleia da República uma petição com 250 mil assinaturas a pedir o regresso da abertura das grandes superfícies nas tardes de domingo e aos feriados. Só a partir de outubro de 2010 foram repostos os horários livres para todos.