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Remunerações

Administração da TAP assume mal-entendido na atribuição dos prémios

Administração da TAP assume mal-entendido na atribuição dos prémios

O Conselho de Administração da TAP reconheceu que houve um "mal-entendido" que acabou por levar à atribuição de prémios 1,17 milhões de euros a 180 pessoas, apesar de a companhia ter um prejuízo de 118 milhões de euros em 2018.

O comunicado surgiu após Marcelo Rebelo de Sousa ter responsabilizado o Governo pelo acompanhamento da gestão e a defesa dos interesses dos contribuintes.

O CA da TAP esclarece, em comunicado, que na reunião da administração de março deste ano,"foi discutido o modelo de avaliação de desempenho e avaliação dos colaboradores e em que foi deliberado não distribuir prémios com base na componente "resultados da empresa"". Porém, "a Comissão Executiva, no âmbito das suas competências, aprovou uma distribuição de prémios", não aplicando a componente resultados da empresa e sem informar o CA sobre o o número de beneficiários e montantes pagos.

De manhã, em Santarém, o presidente da República defendeu que o Estado "deve acompanhar atentamente a gestão da TAP", o que inclui não só prémios e remunerações como também "a estratégia", no que "é a política de expansão, nas aquisições" que venha a fazer. É que, tendo o Estado 50% do capital, os contribuintes podem ser chamados a pagar metade da fatura, em caso de dificuldades.

"surpresa" e "desagrado"

O acordo para a recompra de 50% do capital pelo Estado, assinado entre o Governo de António Costa e a Atlantic Gateway, de Humberto Pedrosa e David Neeleman, entregou a administração executiva ao acionista privado e deu ao Estado sete lugares na administração, incluindo a presidência, detida por Miguel Frasquilho.

Segundo o "Expresso", a primeira proposta previa o pagamento não só aos gestores de topo, como também à própria Comissão Executiva, mas os representantes do Estado recusaram. Depois de os prémios serem conhecidos, os representantes do Estado referiram "enorme surpresa e profundo desagrado" ao saberem da "decisão unilateral" da Comissão Executiva. Já antes António Costa tinha dito que o pagamento é "incompatível" com os "padrões de sobriedade" recomendados a empresas públicas.