Combustíveis

ANA admite "disrupções de serviço" nos aeroportos de Lisboa e Faro

ANA admite "disrupções de serviço" nos aeroportos de Lisboa e Faro

A ANA informou que as reservas de emergência de combustível foram atingidas no aeroporto de Faro e que as petrolíferas devem deixar de abastecer o de Lisboa pelas 12 horas.

A ANA - Aeroportos de Portugal admite, por isso, que "não tendo sido assegurados os serviços mínimos, e em função do tempo necessário para a requisição civil ter efeitos práticos, os nossos aeroportos podem ter disrupções de serviço ao nível operacional", estando a gestora aeroportuária "a acompanhar a situação em permanência".

Contactada pela Lusa, a gestora aeroportuária informa que "no Aeroporto de Faro já foram atingidas as reservas de emergência, estando o fornecimento de combustível suspenso, pelas empresas petrolíferas, desde ontem [segunda-feira] à noite".

Para o Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, "prevê-se a mesma interrupção de abastecimento de combustível, pelas empresas petrolíferas, a partir de hoje às 12 horas".

Em declarações à agência Lusa ao início da manhã, Francisco São Bento, do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), disse que a estrutura sindical previa que ao início da tarde os aeroportos de Lisboa e Faro ficassem sem combustível.

Segundo os dados do sindicato, ao início da manhã cerca de 40% a 50% dos postos de abastecimento já estavam sem combustível.

A ANA aconselha os passageiros com voos nos aeroportos de Lisboa e Faro a informarem-se junto das companhias aéreas sobre os seus voos, lamentando "o transtorno causado aos passageiros" e esperando que "a situação seja resolvida com a máxima urgência pelas autoridades competentes".

A presidência do Conselho de Ministros anunciou esta terça-feira a aprovação, pelo Governo, da resolução que reconhece a necessidade de requisição civil no caso da greve dos motoristas de matérias perigosas.

Entretanto, a portaria já foi publicada em "Diário da República".

"[...] decreta-se, com efeito imediato, a requisição civil dos motoristas aderentes à greve nas empresas em que se encontra comprovado o incumprimento dos serviços mínimos", refere a portaria hoje publicada, assinada pelo ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Matos Fernandes.

A portaria refere ainda que, nos dias 16, 17 e 18 (entre hoje e quinta-feira), "os trabalhadores motoristas a requisitar devem corresponder aos que se disponibilizem para assegurar funções em serviços mínimos e, na sua ausência ou insuficiência, os que constem da escala de serviço".

A requisição civil produz efeitos até ao dia 15 de maio.

A greve nacional dos motoristas de matérias perigosas, que começou às 00.00 horas de segunda-feira, foi convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), por tempo indeterminado, para reivindicar o reconhecimento da categoria profissional específica, tendo sido impugnados os serviços mínimos definidos pelo Governo.

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